O uso do calçado habitual influencia o controle postural?

Autores

  • Caio Borella Centro Universitário Amparense
  • Emmanuel Souza da Rocha Federal University of Rio Grande do Sul http://orcid.org/0000-0003-2452-7600
  • Pedro Silvelo Franco Universidade Estadual de Santa Catarina
  • Fernando Gomes Ceccon Universidade Federal de Santa Maria
  • Felipe Pivetta Carpes Universidade Federal do Pampa

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v27i1.7257

Resumo

Embora o uso de um calçado faça parte do dia a dia da maioria das pessoas, ao avaliar o controle postural na postura em pé, muitos estudos consideram uma condição descalço. Assim, as pessoas diariamente convivem com uma condição onde utilizam calçados, e são avaliadas em uma condição diferente. A justificativa muitas vezes é que o calçado pode influenciar a avaliação. Contudo, pode o calçado habitual de fato influenciar o controle postural estimado pela trajetória do centro de pressão? Para responder a esta pergunta, avaliamos 14 adultos jovens com média de idade de 23 ± (4) anos, estatura de 1,63 ± (0,05) m e massa corporal de 59 ± (7) kg. Eles mantiveram a posição em pé, com apoio bipodal, com e sem usar o seu próprio calçado, com olhos abertos e fechados. Uma plataforma de força foi utilizada para aquisição de forças e momentos de reação do solo. Os dados foram utilizados para o cálculo do centro de pressão. Nenhuma das variáveis do centro de pressão (amplitudes, área e velocidade) diferiu entre as condições calçado e descalço, tanto com olhos abertos quanto fechados. Em resumo, o calçado habitual não influenciou as amplitudes de oscilação do centro de pressão durante a postura em pé.

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Biografia do Autor

Caio Borella, Centro Universitário Amparense

Docente em União das Instituições de Serviço, Ensino e Pesquisa, Especialista em Neurologia pelo Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, Graduado em Ciências Biológicas pela União das Instituições de Serviço, Ensino e Pesquisa (2006) e graduado em Fisioterapia pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Foi membro do Grupo de pesquisa em Neuromecânica Aplicada (GNAP), Laboratório de Performance do Movimento (LPM), membro da Sociedade Internacional de Biomecânica, Fisioterapeuta do Instituto Vita - (Estádio Morumbi) e Instituto Neurológico de São Paulo - INESP. Possui experiência na área de Fisioterapia Neurológica, Ortopédica e Desportiva. Atuando principalmente nas seguintes áreas: Reabilitação, Docência, Neuromecânica.

Emmanuel Souza da Rocha, Federal University of Rio Grande do Sul

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade Federal do Pampa (2014) e Mestrado em Educação Física da Universidade Federal de Santa Maria (2016). Doutorando em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do Grupo de Pesquisa em Neuromecânica Aplicada (GNAP - UNIPAMPA) e do Grupo de Pesquisa em Biomecânica e Cinesiologia (GPBiC - UFRGS) , onde realiza projetos na área de Neuromecânica. É membro do conselho executivo da Sociedade Brasileira de Biomecânica (SBB) e membro efetivo da International Society of Biomechanics (ISB). Realizou (2012) um período de aperfeiçoamento em Kinesiology no Human Performance Lab com financiamento da ISB International Student Travel Award. Foi monitor das disciplinas de biomecânica (para educação física) e biomecânica do movimento humano (para fisioterapia). Foi bolsista de iniciação científica do CNPq (2010-2014) e bolsista de mestrado da FAPERGS (2014-2016). Atualmente é bolsista de doutorado CAPES. Atua também atua como professor em instituição de ensino superior na área de Educação Física, Cinesiologia e Biomecânica. Tem interesse em biomecânica e reabilitação musculoesquelética, fisioterapia baseada em evidências, fisioterapia esportiva, cinesiologia e cinesioterapia. Também tem interesse em compreender as adaptações da marcha e corrida em situações de interferência contextual, tais como mudanças em parâmetros sensoriais dos membros inferiores, tipo de terreno e presença de obstáculos. Está sempre buscando estudar estratégias de inovação didático-pedagógicas no ensino superior.

Pedro Silvelo Franco, Universidade Estadual de Santa Catarina

Fisioterapeuta (CREFITO 212.162-F) graduado pela Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA /RS. No período da graduação fui aluno de iniciação científica (2010 - 2013), ainda, durante a graduação fui monitor de ensino para as disciplinas de Anatomia Humana I e II; Projeto de extensão e pesquisa (Projeto Respirar) incluindo avaliações pneumológicas de crianças escolares; e Projeto de extensão com atividades direcionadas a geriatria e gerontologia. Sou mestre em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (Área de concentração: Educação Física, Saúde e Sociedade). Possuo especialização em Fisioterapia Esportiva pelo Centro Universitário Universal em 2016. Sou pós-graduado em Saúde Coletiva pelo Programa de Residências Integradas Multiprofissional da Universidade Federal do Pampa - UNIPAMPA /RS. Atualmente sou doutorando no programa de Ciências do Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, atuando em pesquisas direcionadas a idosos longevos, incluindo idosos centenários.

Fernando Gomes Ceccon, Universidade Federal de Santa Maria

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Foi Bolsista CAPES. Especialista em Educação Física e Suas Múltiplas Culturas pela Universidade da Região da Campanha - campus Alegrete. Especialista em Ciências da Saúde na Universidade Federal do Pampa - campus Uruguaiana. Graduado em Educação Física pela Universidade da Região da Campanha - campus Alegrete. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa em Gerontologia (GEPEG), do Laboratório de Biomecânica da UFSM e pesquisador associado no Grupo de Pesquisa em Neuromecânica Aplicada (GNAP) da UNIPAMPA Campus Uruguaiana.

Felipe Pivetta Carpes, Universidade Federal do Pampa

Professor na Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Docente em Programas de Pós-Graduação (Mestrado e Doutorado) nas áreas das Ciências da Saúde (Educação Física e Ciências Fisiológicas). Atualmente é o Presidente da Sociedade Brasileira de Biomecânica (2015-2019) e membro do conselho executivo da International Society of Biomechanics (2015-2019), ambas as posições em segundo mandato. Dentre os estudos que desenvolve, o objetivo comum é prover um conhecimento básico da produção e regulação de movimentos voluntários no contexto do esporte e da reabilitação em modelos de estudos com humanos e modelos animais, visando melhora da qualidade de vida das pessoas, minimizar o risco de lesão e aumento do rendimento esportivo. Tem direcionado esforços para promover a divulgação da ciência, do ensino à distância e da inovação didático-pedagógica no ensino superior, assim como o estabelecimento de novos grupos de investigação na área de biomecânica na América Latina. Estudantes interessados em posições de pós-graduação são encorajados a fazer contato pelo e-mail: carpes@unipampa.edu.br

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Publicado

2019-05-11

Edição

Seção

Artigo Original