Ócio jovem e o consumo de videoclipes pop – um estudo exploratório

Autores

  • Maria Joana Alves Pereira Centro de línguas, Literaturas e Culturas Universidade de Aveiro Portugal
  • Maria Manuel Baptista Universidade de Aveiro
  • Helder Ferreira Isayama Universidade Federal de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v27i1.9896

Resumo

A música, especialmente a que é cantada, é companheira diária das populações ocidentais, muito particularmente dos jovens. Como tal, a produção musical é fortemente cobiçada pelas indústrias criativas, nomeadamente as discográficas que, explorando-a, procuram sempre novas potencialidades e novos mercados. Por exemplo, a imagem tornou-se constituinte praticamente indissociável da canção, fomentando, consequentemente, um produto mais vendável, através de internet, e de acesso fácil a qualquer jovem em qualquer lugar. O objetivo deste artigo é avaliar o impacto, nos jovens, de videoclipes de música pop, que lhe são especialmente dirigidos. Neste estudo escolhemos analisar um dos mais populares desses videoclipes, procurando compreender quais os sentidos, quer da música, quer do respetivo videoclipe, procurando aprofundar os modos, como estes condicionam a vivência do tempo de ócio dos adolescentes. Assim, a questão nuclear aqui colocada relaciona-se com os sentidos e respetiva descodificação que esta mais recente extensão da música (os videoclipes) poderão ter nos jovens. A principal questão que colocamos é a seguinte: Será que a dimensão visual da música, e a sua omnipresença, influi na qualidade da experiência de momentos de ócio por parte dos jovens? A presente investigação aborda esta questão a partir dos Estudos Culturais, entendidos estes como uma área interdisciplinar que nos permite articular temáticas das Indústrias Culturais e Criativas, a área dos estudos de ócio e o modelo de comunicação de Stuart Hall (1973), “enconding and decoding”, para proceder à análise do material empírico que produzimos a propósito da visualização de um videoclipe por um grupo de jovens. O estudo que aqui apresentamos é exploratório e integra-se numa investigação mais vasta que deverá conduzir a uma dissertação de doutoramento.

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Biografia do Autor

Maria Joana Alves Pereira, Centro de línguas, Literaturas e Culturas Universidade de Aveiro Portugal

Maria Joana Alves Pereira é atualmente doutoranda do Programa Doutoral em Estudos Culturais (PDEC) das Universidades de Aveiro (UA) e Minho (UMinho), onde desenvolve um estudo sobre a ligação das questões de género e ócio, tendo por base a analise de videoclipes. É também investigadora do Centro de Línguas, Literaturas e Culturas (CLLC) da Universidade de Aveiro, onde participa no Núcleo de Cultura e Ócio e no Núcleo de Estudos de Género e Performatividades. Faz parte da Direção Nacional do Movimento Democrático de Mulheres (MDM, Portugal), onde é coordenadora do projeto Unlove/Unpop financiado diretamente pela Secretária de Estado para Cidadania e Igualdade. Tem vasta experiência na área de produção cultural, atuando como gestora de diversos projetos artísticos relacionados, especialmente, à área da música.

Maria Manuel Baptista, Universidade de Aveiro

Docente e investigadora em Estudos Culturais da Universidade de Aveiro e Diretora do Programa Doutoral em Estudos Culturais da Universidade de Aveiro (3o ciclo lecionado em colaboração com a Universidade do Minho). Dirige atualmente o grupo de Investigação em Género e Performances e o Núcleo de Estudos em Cultura e Ócio do Centro de Línguas, Literatura e Culturas da Universidade de Aveiro. Com obra diversa, publicada nacional e internacionalmente, na área dos Estudos Culturais, é agregada em Estudos Culturais pela Universidade do Minho desde 2013, doutorada em Cultura, pela Universidade de Aveiro, em 2002. Começou a sua atividade profissional em 1986 como jornalista e desde então lecionou e conduziu investigação em Estudos Culturais, nas áreas de interseção entre as Ciências Humanas e Sociais e os Estudos Artísticos.

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Publicado

2019-05-11

Edição

Seção

Artigo Original