Avaliação da estabilidade de quadril em corredores de rua
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbcm.v34i1.15711Palavras-chave:
Atletas, Corrida, Quadril, Biomecânica, Lesões do quadrilResumo
A corrida é uma forma comum de exercício, mas possui alta prevalência de lesões, especialmente relacionadas a desequilíbrios articulares e musculares no quadril. O objetivo principal deste estudo foi investigar a estabilidade do quadril em corredores de rua. A pesquisa foi quantitativa e caracterizou-se como um estudo observacional transversal, com amostragem não probalistica. Participaram 34 corredores de rua de ambos os sexos, com idades entre 18 e 65 anos. Os participantes responderam inicialmente a um questionário sociodemográfico e ao Questionário HAGOS para avaliar dores e desconfortos no quadril. Foram realizados o teste Step Down para avaliar a estabilidade do quadril, o Y Balance Test e o HOP Test para verificar assimetrias e instabilidade funcional nos membros inferiores, além de uma avaliação por fotogrametria para analisar postura estática, ângulo Q e determinação de valgo, varo ou normal. Os principais resultados mostraram uma prevalência baixa de valgismo (29,4%). No teste Step Down, 58,8% dos corredores foram considerados estáveis e 41,2% instáveis. No Y Balance Test, observou-se maior dificuldade nos movimentos anterior direito (66,0±7,0 cm) e esquerdo (66,2±8,0 cm). A variável valgismo no membro inferior esquerdo correlacionou-se com o HOP Test, mostrando que os participantes apresentaram maiores distâncias no salto unilateral esquerdo (p=0,005) e no salto triplo esquerdo (p=0,039). Por fim, diferenças significativas foram encontradas nas variáveis antropométricas de comprimento do membro inferior, estatura e massa em relação à classificação de corredores estáveis e instáveis (p<0,05).
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