COMPARAÇÃO ENTRE ACELEROMETRIA E IPAQ-VERSÃO CURTA PARA MEDIR ATIVIDADE FÍSICA EM ESTUDOS POPULACIONAIS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v29i4.12396

Palavras-chave:

entrepreneurial culture, openness to change, self-efficacy, creativity.

Resumo

Medidas autorreportadas de atividade física (AF) são comumente usadas em pesquisas populacionais, contudo ainda é incerto o viés destas quando comparadas com acelerometria. Assim, o objetivo deste estudo foi comparar medidas de AF obtidas por questionário e acelerometria em adultos e idosos. Realizou-se uma análise transversal do estudo de base populacional denominado Study of Health in Pomerode - SHIP-Brazil, com 2488 participantes entre 20 e 79 anos, conduzido nos anos de 2014/18. Uma subamostra de indivíduos que teve medidas válidas de uso do acelerômetro (ActiGraph GT3X+) e dados do questionário (International Physical Activity Questionnaire-Short Form - IPAQ-SF) foi incluída na análise. As medidas autorreportadas de caminhada e AF de intensidades moderada e vigorosa (AFMV) foram obtidas pelo IPAQ-SF e as medidas mensuradas pelo acelerômetro. Para comparação utilizou-se o teste de Wilcoxon e análise de dispersão de Bland-Altman, com nível de significância p < 0,05. A amostra final foi de 451 pessoas (312 adultos e 103 idosos; 55,2% mulheres; idade média = 49,4 anos ± 13,83). Entre homens adultos houve diferença estatística nas medidas de AFMV entre acelerômetro e IPAQ-SF (p < 0,05). Para os idosos e entre as mulheres adultas e idosas não foi observada diferença estatística na medida de AFMV autorreportada (IPAQ-SF) e acelerômetro (p > 0,05). Em todos os grupos houve maior concordância até valores de 300 minutos/semana de AFMV. Por fim, pode-se concluir que as medidas de AFMV oriundas do IPAQ-SF podem ser utilizadas em estudos populacionais com mulheres e com idosos. Sugere-se cautela na utilização entre homens que tendem a subestimar a AFMV em relação a medida de acelerometria.

Biografia do Autor

  • Ana Lúcia Zemuner, Universidade Regional de Blumenau (FURB).
    Universidade Regional de Blumenau (FURB). Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Saúde Coletiva, Blumenau, Santa Catarina, Brasil
  • Ana Paula Floriani, Universidade Regional de Blumenau (FURB).
    Universidade Regional de Blumenau (FURB). Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Saúde Coletiva, Blumenau, Santa Catarina, Brasil
  • Cassiano Ricardo Rech, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
    Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Educação Física. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil
  • Ernani Tiaraju de Santa Helena, Universidade Regional de Blumenau (FURB)
    Universidade Regional de Blumenau (FURB). Departamento de Medicina. Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Saúde Coletiva, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.
  • Clóvis Arlindo de Sousa, Universidade Regional de Blumenau (FURB)
    Universidade Regional de Blumenau (FURB). Departamento de Educação Física. Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Saúde Coletiva, Blumenau, Santa Catarina, Brasil.

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Publicado

2022-03-22

Edição

Seção

Artigo Original