Rendimento e desigualdade nas regiões metropolitanas brasileiras

Autores

  • Danúbia R. Cunha Universidade Católica de Brasília
  • Letícia A. Lavoratto Universidade Católica de Brasília
  • Helton Saulo Universidade de Brasília
  • Daniel T. G. N. Maciel Universidade Católica de Brasília

Palavras-chave:

discriminação racial, regiões brasileiras, vitimização

Resumo

A equação minceriana tem sido a base de vários estudos referentes aos determinantes do rendimento. Essa equação relaciona a variável dependente rendimento-hora com várias variáveis explicativas tais como escolaridade, experiência, setor de atividade, tipo de ocupação ou profissão, modalidade de contrato e características individuais de gênero e cor, dentre outras. Nesse artigo, o objetivo é investigar os determinantes do rendimento em cada região metropolitana brasileira e discutir suas diferenças. Para tanto, são utilizados dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) para os anos de 2013, 2014 e 2015. Primeiramente, são estimadas equações de rendimento para cada região metropolitana através do modelo de dois estágios de Heckman (1979) para corrigir viés de seleção, juntamente com a decomposição de Oaxaca-Blinder para mensurar o peso da segmentação entre as regiões metropolitanas. Em seguida, é feita uma análise de desigualdade para cada região baseado no coeficiente de Gini. Os resultados revelam que há diferenças consideráveis em termos de magnitude entre as regiões metropolitanas, por exemplo, analisando a variável cor, é observado que a região metropolitana que tem a maior magnitude de diferença salarial, cerca de 14%, é Salvador-BA, e a menor diferença salarial, 6%, encontra-se na região de Porto Alegre-RS. Com relação a decomposição de Oaxaca-Blinder, verificou-se que na maioria das regiões metropolitas as diferenças de remuneração ocorreram devido a segmentação de mercado, indicando que os atributos pessoais e capital humano não são os únicos a influenciar na remuneração, o que sugere a necessidade de políticas públicas focalizadas. No tocante aos resultados dos coeficientes de Gini, as estimativas indicam que a região metropolitana de Brasília-DF é a mais desigual e Fortaleza-CE é a menos desigual.

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Biografia do Autor

Danúbia R. Cunha, Universidade Católica de Brasília

Departamento de Economia

Letícia A. Lavoratto, Universidade Católica de Brasília

Departamento de Economia

Helton Saulo, Universidade de Brasília

Departamento de Estatística

Daniel T. G. N. Maciel, Universidade Católica de Brasília

Departamento de Economia

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Publicado

2019-12-17

Edição

Seção

Artigos