Investimento direto estrangeiro e exportações do agronegócio brasileiro

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Resumo

O Brasil, nos anos noventa, assumiu posição de destaque como importante receptor de investimento direto estrangeiro (IDE). Este investimento direcionou-se, prioritariamente, para o setor de serviços (energia e telecomunicações principalmente). Quanto ao agronegócio, ainda não é considerado um grande receptor de IDE, talvez por isso, a literatura que trata do tema é insipiente. Entretanto, suas participações vêm aumentando, o que motivou este estudo a analisar as estratégias de filiais estrangeiras e verificar se a acumulação desse investimento contribuiu para o aumento das suas exportações. Para isso, foram feitos cálculos das propensões a exportar e a importar das atividades econômicas, além do uso da análise multivariada discriminante. Constatou-se que a concentração maior de IDE está nas atividades consideradas deficitárias e de baixo nível comercial com o exterior. Portanto, sugere-se que o IDE não contribuiu, como se esperava, para diferenciar grupos de atividades do agronegócio com maior nível de vendas externas.

Biografia do Autor

  • Diego Pierotti Procópio, Universidade Federal de Viçosa
    Mestrando em Desenvolvimento Econômico e Políticas Públicas do Departamento de Economia - Universidade Federal de Viçosa.
  • Elaine Aparecida Fernandes, Universidade Federal de Viçosa
    Professora Adjunta I do Departamento de Economia - Universidade Federal de Viçosa.

Publicado

2013-03-01

Edição

Seção

Artigos