Volume de treinamento, percepção subjetiva do esforço e estados de humor durante um macrociclo de treinamento
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbpe.v3i1.9295Resumo
O objetivo deste estudo foi avaliar a associação entre
o volume de treinamento, a percepção subjetiva do esforço e
os estados de humor durante um macrociclo de treinamento.
Foram avaliados 20 nadadores de alto rendimento, de ambos
os sexos, velocistas, através da Escala de Percepção Subjetiva
do Esforço (PE) e da escala de Humor Brums (BR). Os dados
foram analisados pela média das quatro percepções do esforço,
dos seis estados de humor e o humor total. Anova para medidas
repetitivas e o teste de Bonferroni para comparar as quatro
percepções e ANOVA ONE WAY e o teste Tukey para comparar
a percepção do esforço, os estados de humor e a correlação de
Pearson as relações entre o volume, a percepção e os estados
de humor. Os resultados mostram diferenças significativas na PE
entre as semanas de maior volume e a de menor volume. Já no
BR apenas a fadiga apresentou diferenças significativas entre
as semanas de maior volume e a última, de menor volume.
A correlação de Pearson mostra uma correlação significativa
positiva entre percepção de esforço total e a fadiga, a confusão,
o humor total e com o volume de treinamento, e uma correlação
negativa com o vigor. Já o volume apresenta uma correlação
significativa positiva com a fadiga, com o Brums total e negativa
com o volume. Podemos concluir que há uma associação entre
o volume de treino, a percepção do esforço e os estados de
humor: quando o volume diminui, a percepção do esforço e da
fadiga também diminuem.