Cultura de gênero das modalidades de ginástica de academia do Brasil

Autores

  • Amanda Alves da Silva Silva Universidade Católica de Brasilia
  • Nilton Soares Formiga
  • Alex Carneiro Brandão UDESC
  • Fernando Luis Cardoso UDESC
  • Gislane Ferreira Melo Universidade Catolica de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbpe.v8i1.9963

Palavras-chave:

Direito Penal Econômico, Evolução no século XXI, Globalização.

Resumo

Toda sociedade humana define arbitrariamente valores de masculinidade, feminilidade ou neutralidade para o comportamento e funções sociais, dentre eles as práticas corporais. Este estudo objetivou-se investigar a cultura de gênero das modalidades de academia de Ginástica. Para tanto foram avaliados 201 estudantes dos cursos de Bacharelado e Licenciatura do curso de Educação Física de uma Universidade Particular do Distrito Federal (Brasília). Destes 64,2% eram do sexo masculino com média de idade de 23,78 ± 5,39. Para análise das modalidades foi construído um instrumento avaliado pela escala de Likert de cinco pontos que variou de muito masculino até muito feminino. Os resultados permitiram verificar a presença de vinte e duas modalidades neutras, cinco masculinas e treze femininas. As modalidades tidas como masculinas correspondem a modalidades com características de luta, combate, agressividade, culturalmente atribuídos a masculinidade. As modalidades avaliadas culturalmente femininas encontram-se relacionadas a coordenação, agilidade, suavidade, flexibilidade e sensualidade confirmando que há também a presença de uma percepção de gênero nas modalidades de academia. Conclui-se que as modalidades de academia são consideradas como neutras em relação ao gênero culturalmente atribuído e que só são avaliadas como – masculina ou feminina – aquelas que ainda possuem fortes traços desses perfis.

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Publicado

2018-10-28