DEL SILENCIO A LA REPARACIÓN
COMUNICACIÓN INDÍGENA Y DISPUTAS SIMBÓLICAS EN EL CAMPO MEDIÁTICO BRASILEÑO
DOI:
https://doi.org/10.31501/clogia.v19i1.17000Resumen
Este artículo desarrolla una revisión crítica teórico-conceptual sobre la comunicación indígena en el campo mediático brasileño, proponiendo el concepto de reparación comunicacional como clave analítica para comprender los efectos de la colonialidad sobre la producción, circulación y legitimación pública de la palabra indígena. Sustentado en los Estudios Culturales, la teoría del campo de Pierre Bourdieu y el pensamiento decolonial latinoamericano, el texto problematiza por qué el derecho a la comunicación de los pueblos indígenas continúa ausente de las políticas estatales de reparación histórica, a pesar de los avances constitucionales posteriores a 1988. El análisis sostiene que las contranarrativas indígenas contemporáneas, especialmente en los entornos digitales, operan una doble dinámica: tensionan el campo mediático hegemónico y, simultáneamente, construyen formas propias de autoría, reconocimiento y circulación de saberes. Se argumenta que la comunicación trasciende su dimensión técnica o instrumental y se configura como un espacio de disputa por reconocimiento epistémico, autonomía narrativa y soberanía comunicacional. Como contribución, el artículo propone la reparación comunicacional como categoría analítica capaz de articular comunicación, justicia simbólica y autodeterminación, ampliando los debates contemporáneos sobre democracia y descolonización en el Brasil pluriétnico.
Referencias
BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1989.
BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.
CUSICANQUI, Silvia Rivera. Un mundo ch’ixi es posible: ensayos desde un presente en crisis. Buenos Aires: Tinta Limón, 2015.
EVARISTO, Conceição. Escrevivência: a escrita de nós. São Paulo: Fundação Itaú Social, 2021. Disponível em: https://www.itausocial.org.br/wp-content/uploads/2021/04/Escrevivencia-A-Escrita-de-Nos-Conceicao-Evaristo.pdf. Acesso em: 20 jan. 2026.
FRASER, Nancy. Da redistribuição ao reconhecimento? Dilemas de justiça numa era “pós-socialista”. Tradução de Julio Assis Simões. Cadernos de Campo, São Paulo, v. 15, n. 14/15, 2006.
FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação? 8. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2006.
HALL, Stuart. Representation: cultural representations and signifying practices. London: Sage/Open University, 1997.
HONNETH, Axel. Luta por reconhecimento: a gramática moral dos conflitos sociais. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2009.
LEMOS, André. O Futuro da Sociedade de Plataformas no Brasil. Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, São Paulo, v. 46, p. e2023115, 2023.
LUCIANO, Gersem José dos Santos (Baniwa). O índio brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje. Brasília: MEC/SECAD, 2006.
MARTINO, Luiz C. De qual comunicação estamos falando? In: HOHLFELDT, Antonio; MARTINO, Luiz C.; FRANÇA, Vera Veiga (org.). Teorias da comunicação: conceitos, escolas e tendências. Petrópolis: Vozes, 2001. p. 11–25.
MATO, Daniel (org.). Interculturalidad, Estado, sociedad: Luchas (de)coloniales de nuestra época. Quito: Universidad Andina Simón Bolívar, Ediciones Abya-Yala, 2009.
MIGNOLO, Walter D. Histórias locais/projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
MONTENEGRO, Luísa Martins Barroso. As representações das populações indígenas na TV Brasil nas perspectivas da pluralidade e diferença cultural. 2017. Dissertação (Mestrado em Comunicação) — Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/24090?locale=en. Acesso em: 14 jan 2026.
MUNIZ, Maria Luiza de Castro. A busca pela palavra roubada: estratégias de comunicação e articulação de povos e nacionalidades indígenas na Amazônia equatoriana. 2016. Tese (Doutorado em Sociologia) – Universidade de Brasília, Brasília, 2016.
PAIVA, Raquel. A comunicação como projeto social. [S.l.: s.n.], 2001. Disponível em: https://leccufrj.files.wordpress.com/2011/02/paiva_comunicacao-como-projeto-social.pdf. Acesso em: 14 jan 2026.
PEREIRA, Eliete da Silva. Mídias Nativas: a comunicação audiovisual indígena - o caso do projeto Vídeo Nas Aldeias. Revista Ciberlegenda, Niterói, v. 1, n. 22, 2010.
PEREIRA, Eliete da Silva. Ciborgues indígen@s.br: a presença nativa no ciberespaço. São Paulo: Annablume, 2012.
PEREIRA, Eliete da Silva. A ecologia digital da participação indígena brasileira. Lumina – Revista de Comunicação, Juiz de Fora, v. 12, n. 3, p. 93–112, 2018. DOI: 10.34019/1981-4070.2018.v12.21572. Disponível em: https://periodicos.ufjf.br/index.php/lumina/article/view/21572. Acesso em: 21 nov 2025.
PEREIRA, Eliete da Silva. O protagonismo digital dos povos originários no Brasil. Revista Casa Comum, 2023. Disponível em: https://revistacasacomum.com.br/o-protagonismo-digital-dos-povos-originarios-no-brasil/. Acesso em: 21 nov 2025.
PEREIRA, Eliete da Silva. A comunicação indígena digital no Brasil. In: 32° Encontro Anual da COMPÓS, 2023, São Paulo. ANAIS DO 32° ENCONTRO ANUAL DA COMPÓS. Campinas: Galoá, 2023. v. 32. p. 123-135.
PEREIRA, Lúcia. Comunicação indígena e novas tecnologias: por uma etnografia da mediação. In: PERUZZO, Cicilia Maria Krohling (org.). Comunicação comunitária e cidadania: práticas e reflexões. São Paulo: Paulinas, 2012. p. 123–140.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais: perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 107–130.
RODRÍGUEZ, Clemencia. Fissures in the Mediascape: An International Study of Citizens' Media. Cresskill, NJ: Hampton Press, 2001.
SPIVAK, Gayatri Chakravorty. Pode o subalterno falar? Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010.
THOMPSON, John B. Ideologia e cultura moderna: teoria social crítica na era dos meios de comunicação de massa. 9. ed. Petrópolis: Vozes, 2013.
VAN DIJCK, José. The platform society: public values in a connective world. Oxford: Oxford University Press, 2018.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Creative Commons Attribution License que permitindo o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria do trabalho e publicação inicial nesta revista.
Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).










