China e América Latina têm demonstrando renovado ímpeto de cooperação. A ênfase no setor extrativista tem constituído a principal dinâmica nessas relações, todavia, outra sinergia tem contribuído para um redesenho voltado para Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I). Esse aperfeiçoamento das relações por meio da Comunidade de Estados Latino Americanos e Caribenhos (CELAC), pode ser acompanhado, por intermédio do Fórum China-CELAC e da Parceria China-CELAC em Ciência e Tecnologia, desde 2015. Considerando que Realismo e Liberalismo são as vertentes teóricas que mais contribuem nas análises sobre a China nas Relações Internacionais (RI) e constatando limitações dessas matrizes científicas, isso indica que as RI não podem prescindir de novas perspectivas capazes de renovar sua capacidade interpretativa. Essas perspectivas têm dado lugar a relevância de estudos não ocidentais, que viabiliza a emergência de novo acervo teórico-epistemológico. Ainda que em formação, na China, isso está sendo reconhecido como parte de uma Teoria Chinesa das Relações Internacionais. Assim, a cooperação entre China e América Latina no setor de CT&I serve como instrumento de verificação empírica das teorias não ocidentais em construção.
Biografia do Autor
Guilherme Lopes da Cunha, UCB
Doutor em Economia Política Internacional (UFRJ). Professor Adjunto na Escola Superior de Guerra/RJ.
Severino Bezerra Cabral Filho
Doutor em Sociologia (USP). Membro do Corpo Permanente da Escola Superior de Guerra/RJ.
Fábio Alberguaria de Queiroz
Doutor em Relações Internacionais (UnB). Professor Adjunto na Escola Superior de Guerra/RJ.
Sérgio Kostin
Doutor em Engenharia de Sistemas e Computação (UFRJ). Professor Adjunto na Escola Superior de Guerra/RJ.