A leitura em sala de aula e as crenças de professores e alunos sobre tal competência
Resumo
O conjunto de experiências e convicções que o professor possui sobre o processo de ensino-aprendizagem tem uma influência direta em sua didática, ainda que isso aconteça inconscientemente (ALMEIDA FILHO, 1993). Levando isso em consideração, este texto descreve um estudo cujo objetivo principal foi avaliar o papel exercido pelas crenças pessoais de professores, como também pelas crenças de alunos, em atividades de leitura desenvolvidas nas aulas de língua materna (L1) e de língua estrangeira (L2) em uma turma de ensino médio de uma escola pública do estado do Rio Grande do Sul. Observações de aulas e aplicações de questionários constituíram a base metodológica do trabalho. A análise dos dados mostrou dois resultados principais: com relação aos educadores, foi possível verificar que o trabalho desenvolvido estava baseado primeiramente nas suas crenças pessoais, e não no conhecimento teórico; com relação aos educandos, identificamos que eles compartilhavam das mesmas crenças dos professores quanto ao modo de desenvolver atividades de leitura, na medida em que aceitavam o modelo de trabalho oferecido como o mais produtivo possível. Os resultados são avaliados a partir da noção de crenças como instrumentos que podem promover ou dificultar o ensino-aprendizagem de línguas (BARCELOS, 2006, 2009). PALAVRAS-CHAVE: práticas de leitura; crenças de alunos e professores; ensino-aprendizagem de L1 e L2.Downloads
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2015-06-10
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Seção
Artigos