Antropofagia, Alegoria e Modernidade em o Rei da Vela, de Oswald de Andrade

Autores

  • Maria Esther Torinho Universidade Católica de Brasília, UCB

Resumo

Este artigo aborda a peça O rei da vela, de Oswald de Andrade, com o objetivo de demonstrar como o autor, utilizando recursos como a ironia, o humor e a paródia, recria um mito do amor romântico, transpondo-o para a cena brasileira, em um cenário alegórico que faz a demolição desse mito e, mais que isso, coloca a nu as leis desumanas do capitalismo selvagem, a decadência da aristocracia em vil união com a burguesia e, em última análise, o servilismo ao imperialismo americano, estando em questão a problemática centro-periferia e, para desestabilizar esse eixo, a periferia deve devorar o centro, nutrindo-se dele, promovendo uma inversão de valores que poderá instaurar uma utopia, para que a periferia adquira valores positivos.

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Biografia do Autor

Maria Esther Torinho, Universidade Católica de Brasília, UCB

Pós-Doutorado em Estudos de Tradução pela Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Teoria Literária, Mestrado em Linguística Aplicada e Bacharelado em Letras-Tradução Inglês pela Universidade de Brasília.

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Publicado

2017-12-19

Edição

Seção

Artigos