Antropofagia, Alegoria e Modernidade em o Rei da Vela, de Oswald de Andrade
Resumo
Este artigo aborda a peça O rei da vela, de Oswald de Andrade, com o objetivo de demonstrar como o autor, utilizando recursos como a ironia, o humor e a paródia, recria um mito do amor romântico, transpondo-o para a cena brasileira, em um cenário alegórico que faz a demolição desse mito e, mais que isso, coloca a nu as leis desumanas do capitalismo selvagem, a decadência da aristocracia em vil união com a burguesia e, em última análise, o servilismo ao imperialismo americano, estando em questão a problemática centro-periferia e, para desestabilizar esse eixo, a periferia deve devorar o centro, nutrindo-se dele, promovendo uma inversão de valores que poderá instaurar uma utopia, para que a periferia adquira valores positivos.Downloads
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Publicado
2017-12-19
Edição
Seção
Artigos