Qual é o nível de concordância entre Biópsia Líquida e Biópsia Tecidual como fonte de material biológico para a detecção de mutações no gene EGFR em pacientes com câncer de pulmão?

Autores

  • Ricardo Tavares Borges Universidade Católica de Brasília
  • Rayanne Garrido Monteiro de Andrade Universidade Católica de Brasília
  • Juliana da Luz Araújo Universidade Católica de Brasília
  • Maisa da Silva Dulci Medeiros Universidade Católica de Brasília
  • Gabriella Maria Lucena Viana Universidade Católica de Brasília
  • Roberto José Bittencourt Universidade Católica de Brasília
  • Rinaldo Wellerson Pereira Universidade Católica de Brasília

Resumo

RESUMO

 

Introdução: A biópsia tecidual é o padrão-ouro para detectar mutações no DNA do receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) no câncer de pulmão, mas a proximidade do câncer com uma artéria ou órgão importante acaba tornando-a inviável. Assim, uma abordagem alternativa não invasiva segundo estudos é a biópsia líquida.

Objetivo: Avaliar a concordância na detecção de mutações no EGFR em câncer de pulmão de não pequenas células (NSCLC) com base em biópsia líquida e tecidual.

Metodologia: Revisão sistemática da literatura com referências publicadas na língua inglesa entre os anos de 2010 a 2017.

Resultados: A taxa de concordância entre os resultados obtidos a partir de biópsias teciduais e líquidas foi bastante variável (17,17 para 97,9%), assim como a variabilidade dos métodos utilizados para a detecção da mutação e o tempo para se obter as amostras. Ademais, as amostras de biópsia líquida e tecidual foram coletadas em vários estágios de progressão da doença. Ao avaliar a doença em estágio avançado, o Scorpion-ARMS mostrou ser a mais eficaz entre os métodos de detecção, com uma taxa de concordância de cerca de 97,9%.

Conclusão: As mutações somáticas no EGFR são um dos principais determinantes da resposta clínica ao tratamento com inibidores de tirosina quinase em pacientes com NSCLC. O uso de ctDNA baseado sobretudo no sangue para análise da mutação EGFR provou ser viável, mas enquanto não haver um consenso quanto ao método de detecção a ser utilizado, a biópsia líquida não pode ser utilizada na prática clínica rotineira.

Palavras-chave: circulação de DNA, circulação de DNA tumoral, DNA livre de células, biópsia líquida, câncer de pulmão, EGFR

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ricardo Tavares Borges, Universidade Católica de Brasília

Médico egresso do curso de medicina da Universidade Católica de Brasília

Rayanne Garrido Monteiro de Andrade, Universidade Católica de Brasília

Médica egressa do curso de medicina da Universidade Católica de Brasília

Juliana da Luz Araújo, Universidade Católica de Brasília

Médica egressa do curso de medicina da Universidade Católica de Brasília

Maisa da Silva Dulci Medeiros, Universidade Católica de Brasília

Médica egressa do curso de medicina da Universidade Católica de Brasília

Gabriella Maria Lucena Viana, Universidade Católica de Brasília

Médica egressa do curso de medicina da Universidade Católica de Brasília

Roberto José Bittencourt, Universidade Católica de Brasília

Professor doutor e Coordenador do Internato de Clínica Médica do Curso de Medicina na Universidade Católica de Brasília

Rinaldo Wellerson Pereira, Universidade Católica de Brasília

Professor doutor em Medicina Genômica e Biotecnologia

Downloads

Publicado

2020-04-22