Neuromodulação Hipotalâmica: uma proposta terapêutica para obesidade

Autores

  • Sarah Sant`Anna
  • Naiana Melo Caiado
  • Ledismar José da Silva

Resumo

Obesidade é um problema de saúde pública crescente em todo o mundo, que acomete, atualmente, 300 milhões de pessoas. Tem origem multifatorial, incluindo fatores neuroendócrinos, psíquicos, intestinais e genéticos. Causa desequilíbrio metabólico-energético, predispondo ao acúmulo de tecido adiposo, o que se relaciona com diminuição da qualidade de vida, comorbidades e redução da expectativa de vida. A opção terapêutica mais eficaz, na atualidade, é a cirurgia bariátrica. No entanto, além de não controlar todos os fatores etiopatogênicos, principalmente no que concerne ao aspecto neuropsiquiátrico, esse procedimento apresenta altas taxas de recidiva a longo prazo e pode causar complicações graves. A estimulação cerebral profunda, técnica já consagrada no tratamento de distúrbios do movimento, como doença de Parkinson e doenças psiquiátricas refratárias, surge como outra opção terapêutica promissora para controle da obesidade. Esse tratamento neurocirúrgico atua no hipotálamo lateral e ventromedial, centros da fome e da saciedade, respectivamente, podendo suprimir ou diminuir o apetite, propiciando consequente perda de peso. Neste artigo, teve-se como objetivo conduzir uma revisão sistemática de literatura sobre a neuromodulação hipotalâmica como nova proposta terapêutica para controlar a obesidade, mostrando suas vantagens e desvantagens em relação à cirurgia bariátrica.

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Publicado

2014-08-30