DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL NOS LICENCIAMENTOS AMBIENTAIS: para além da audiência pública

Autores

  • Magno Federici Gomes Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Escola Superior Dom Helder Câmara, em Belo Horizonte-MG http://orcid.org/0000-0002-4711-5310
  • Angélica Cristiny Ezequiel de Avelar Teixeira Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Escola Superior Dom Helder Câmara, em Belo Horizonte-MG

DOI:

https://doi.org/10.31501/rvmd.v11i1.7781

Palavras-chave:

Regras versus Standards, Cláusula Geral da Boa-fé, Análise Custo-Benefício, Aplicação judicial

Resumo

O equilíbrio necessário e paradoxal entre o desenvolvimento econômico, as atividades de exploração econômica do meio ambiente e a sustentabilidade já não é mais uma utopia, se faz essencial para a manutenção e sobrevivência das sociedades humanas. A discussão que se apresenta se faz presente na teoria, e no processo administrativo ambiental como garantidor da justeza das relações econômicas. Muito mais do que a doutrina, a sua aplicabilidade e o estudo de seus ritos procedimentais são mecanismos efetivos para a manutenção dos direitos individuais, para a sobreposição do coletivo e do social ao meramente econômico. O artigo requer aplicação do método dedutivo, de pesquisa bibliográfica e descritiva e objetiva identificar e analisar como os processos administrativos de controle prévio podem contribuir para uma efetiva tutela ambiental, mediante a participação social. Neste sentido, a aplicação e o respeito aos princípios da informação e da participação no Direito ambiental são de suma importância para a busca de uma nova ordem garantidora do Estado Democrático de Direito. Após analisados os dados, ficou evidenciado que os atuais mecanismos voltados para o controle prévio não são suficientes, em especial a mera realização das audiências públicas. Os atuais modelos econômicos são insustentáveis, sendo urgente desenvolver novos mecanismos e padrões que respondam com justiça aos desafios das desigualdades sociais, com harmonia nas relações entre as partes interessadas, pautadas na cooperação, transparência e na publicidade dos processos, que neste contexto é uma condição a ser buscada e resguardada, para que se construa uma sociedade mais equânime e sustentável.

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Biografia do Autor

Magno Federici Gomes, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Escola Superior Dom Helder Câmara, em Belo Horizonte-MG

Pós-doutor em Direito Público e Educação pela Universidade Nova de Lisboa-Portugal. Pós-doutor em Direito Civil e Processual Civil, Doutor em Direito e Mestre em Direito Processual, pela Universidad de Deusto-Espanha. Mestre em Educação pela PUC Minas. Professor do Mestrado Acadêmico em Direito Ambiental e Sustentabilidade na Escola Superior Dom Helder Câmara. Professor Adjunto da PUC Minas e Professor Titular licenciado da Faculdade de Direito Arnaldo Janssen. Advogado Sócio do Escritório Moraes & Federici Advocacia Associada. Integrante dos grupos de pesquisa: Regulação Ambiental da Atividade Econômica Sustentável (REGA)/CNPQ-BRA, Centro de Investigação & Desenvolvimento sobre Direito e Sociedade (CEDIS)/FCT-PT e Núcleo de Estudos sobre Gestão de Políticas Públicas (NEGESP)/CNPQ-BRA. ORCID: <http://orcid.org/0000-0002-4711-5310>. Currículo Lattes: <http://lattes.cnpq.br/1638327245727283>. Endereço eletrônico: federici@pucminas.br

Angélica Cristiny Ezequiel de Avelar Teixeira, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e Escola Superior Dom Helder Câmara, em Belo Horizonte-MG

Mestre em Direito Ambiental e Desenvolvimento Sustentável na Escola Superior Dom Helder Câmara, Especialista em Gestão Ambiental Empresarial pela PUC Minas. Professora Assistente da PUC Minas. Currículo Lattes: <http://lattes.cnpq.br/9953576628832836>. Endereço eletrônico: angelicaezequiel@hotmail.com

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Publicado

2017-10-16

Edição

Seção

Artigos