A RECUPERAÇÃO JUDICIAL E SEUS LIMITES CONSTITUCIONAIS

Autores/as

  • Adriel da Luz de Oliveira Centro Universitário Curitiba image/svg+xml
  • Sandro Mansur Gibran

DOI:

https://doi.org/10.31501/rvmd.v14i02.13028

Resumen

O presente artigo ambicionou examinar o instituto da recuperação judicial criado pela lei 11.101/2005, visando estabelecer o âmbito de aplicação e os limites constitucionais que devem orientar o juiz quando do pedido de recuperação judicial, já que nem todas as empresas merecem ser recuperadas diante do sacrifício imposto à sociedade decorrente do processo de recuperação. Mostra-se essencial e atual o debate diante da quantidade recente de pedidos de recuperação judicial. O presente artigo, inovando, pretendeu definir os vetores que direcionam o deferimento do pedido de recuperação judicial para além daqueles que a doutrina tradicionalmente enuncia, buscando na Constituição Federal os parâmetros objetivos da análise a ser feita pelo Judiciário. Neste sentido, o trabalho restou organizado da seguinte maneira: no capítulo 2, definiu-se conceitos basilares do direito empresarial, quais sejam: empresa, empresário e sociedade empresária. No capítulo 3, passou-se ao estudo do referido instituto, abordando no item 3.1 questões preliminares, inicialmente quanto ao âmbito de aplicação e juízo competente, e no sub tópico seguinte, item 3.2, aprofundou-se a análise do instituto em questão em atenção aos limites constitucionais que o juiz deve seguir para o deferimento da recuperação judicial. É essencial que o deferimento de processamento da recuperação judicial não viole os princípios da ordem econômica, inscritos no artigo 170, da Constituição Federal.

Biografía del autor/a

  • Adriel da Luz de Oliveira, Centro Universitário Curitiba
    Bacharel em Direito pelo Centro Universitário Curitiba, Unicuritiba. Pós-graduando em Direito Constitucional pela Academia Brasileira de Direito constitucional.  Membro do Grupo de Pesquisa do Programa de Mestrado do UNICURITIBA: "Economia Colaborativa: As Diferentes Formas de Sociedades Empresariais", coordenado pelo Professor Sandro Mansur Gibran. Membro do Grupo de Pesquisa da Graduação do UNICURITIBA: "Hermenêutica constitucional, ativismo judicial e a concretização dos direitos fundamentais na pós-modernidade", coordenado pelo Professor Luiz Gustavo de Andrade.
  • Sandro Mansur Gibran

    Doutor em Direito Econômico e Socioambiental pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (Brasil). Mestre em Direito Social e Econômico pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2003). Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba (1996). É advogado. Professor de Direito Empresarial junto ao Centro de Estudos Jurídicos do Paraná - CEJPR e na Escola da Magistratura Federal do Paraná - ESMAFE/PR.
    Realizou estágio Pós-Doutoral na Universidade Federal do Paraná (2015/2017).

Publicado

2022-07-27

Número

Sección

Artigos