VELOCIDADE CRÍTICA NA CAMINHADA: CONSUMO DE OXIGÊNIO, FREQUÊNCIA DE PASSADA E ESFORÇO PERCEBIDO

Marcos Franken, Fernando Diefenthaeler, Giovani dos Santos Cunha, Andréia Gomes Aires, Rafael Reimann Baptista, Leonardo Alexandre Peyré-Tartaruga

Resumo


O objetivo do presente estudo foi verificar o efeito da aplicação de diferentes percentuais da velocidade crítica (VC) no consumo de oxigênio (VO2), no esforço percebido (EP) e na frequência média de ciclos de passadas (FP) em teste incremental de caminhada. Oito indivíduos, do sexo masculino, realizaram testes máximos com durações de seis e nove minutos, para a determinação da VC. Posteriormente, os sujeitos realizaram teste incremental em percentuais da VC: cinco velocidades de seis minutos de duração cada, nos percentuais de 75, 80, 85, 90 e 100% da VC. Os resultados mostraram que os valores de velocidade de caminhada (Vcam) e EP apresentaram diferenças significativas nos percentuais de 75%, 80%, 85%, 90% e 100% da VC (p < 0,05). As demais variáveis de FP e de VO2 não apresentaram diferença significativa, somente entre os percentuais de 85% (FP = 70,22 ± 3,04 ciclos.min-1 e VO2 = 23,81 ± 4,82 ml?kg-1?min-1) e 90% (FP = 73,67 ± 4,91 ciclos.min-1 e de VO2 = 26,92 ± 4,50 ml?kg-1?min-1) da VC (p < 0,05). Os valores de EP aumentaram conforme o aumento dos percentuais da VC. A FP e o VO2 não apresentaram diferença significativa entre os percentuais de 85 e 90% da VC, o que pode representar uma mesma zona de resposta fisiológica. Assim, os percentuais da VC determinados, nas respectivas velocidades acima do ritmo autosselecionado na caminhada podem ser utilizados de uma maneira eficaz para o controle do treinamento.

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DOI: http://dx.doi.org/10.31501/rbcm.v28i1.10583

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement