Papel da testosterona no desempenho de potência de jogadores profi ssionais de futebol em diferentes momentos da temporada competitiva

Autores

  • Ademir Felipe Schultz Arruda Escola de Educação Física e Esporte – Universidade de São Paulo
  • Sandro Sargentim Grêmio Esportivo Osasco
  • Marcelo Saldanha Aoki Escola de Artes, Ciências e Humanidades – Universidade de São Paulo
  • Alexandre Moreira Escola de Educação Física e Esporte – Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v26i3.7033

Palavras-chave:

Ginástica-Reflexão-História

Resumo

Os objetivos do presente estudo foram: 1) verificar a associação entre a testosterona (T) e o desempenho de potência (P) de membros inferiores de jogadores profissionais de futebol durante uma temporada competitiva; e 2) verificar o efeito da alteração da concentração de T entre o início e o final da temporada competitiva na variação de P. No início (M1) e no final (M2) de uma temporada competitiva de 8 semanas, 12 jogadores profissionais de futebol forneceram amostras de saliva e realizaram salto vertical com contramovimento com carga adicional de 30% do peso corporal. Foi observada manutenção da concentração de T e diminuição de P para o grupo como um todo (p<0,05). Quando separados dois subgrupos de acordo com a resposta de T, o subgrupo com diminuição da concentração de T (DCT) teve queda no desempenho de P. Já o subgrupo com aumento da concentração de T (ACT) manteve o desempenho de P alcançado em M1. Também foi verificada correlação significante e positiva entre a concentração de T e o desempenho de P em M1 e M2 (r = 0,68 e 0,87), assim como, entre a variação de T e a variação de P de M1 para M2, tanto para a P média (r = 0,75), quanto para a P relativa (0,77), para o subgrupo ACT. A partir da separação do grupo de acordo com a alteração de T do M1 para M2, foi possível observar diferentes respostas de desempenho de P. O subgrupo ACT manteve o nível de P durante a temporada competitiva. Esses resultados sugerem que o aumento de T durante a temporada competitiva pode estar associado à manutenção de P em jogadores profissionais de futebol.

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Publicado

2018-11-15

Edição

Seção

Artigo Original