FUTSAL DE ALTO RENDIMENTO: UMA FONTE DE MOTIVAÇÃO AUTODETERMINADA E SATISFAÇÃO ATLÉTICA?

Patrícia Carolina Borsato Passos, Luciane Cristina Arantes da Costa, José Roberto Andrade do Nascimento Junior, Caio Rosas Moreira, Lenamar Fiorese Vieira

Resumo


O objetivo deste estudo foi analisar o nível de motivação e satisfação dos atletas de futsal de alto rendimento do estado do Paraná. Participaram do estudo 75 atletas (25,31 ± 5,21 anos), todos do sexo masculino, das cinco equipes paranaenses participantes da Liga Nacional de Futsal no ano de 2013, competição mais importante do Brasil. Como instrumentos de pesquisa, utilizou-se a Escala de Motivação para o Esporte (SMS) e o Questionário de Satisfação do Atleta (QSA). Os atletas responderam os questionários de forma individual e a aplicação desses foi realizada de forma coletiva pelos pesquisadores responsáveis, no local de treinamento de cada uma das equipes. Para análise dos dados foi utilizado o teste de Kolmogorov Smirnov, Friedman, a comparação múltipla das distribuições de médias de todas as ordens e o coeficiente de correlação de Spearman, adotando como nível de significância p<0,05. Os atletas de futsal demonstram maiores níveis de motivação intrínseca quando comparadas a todas às regulações de motivação extrínseca e da desmotivação (p<0,05), apresentando níveis moderados e altos de satisfação atlética, destacando principalmente a Dedicação Pessoal (Md = 6,00), Treino Instrução (Md = 5,33) e Ética (Md = 5,67). Ainda, as dimensões Utilização de Habilidades, Contribuição da Equipe para o Social, Dedicação Pessoal e Diretoria Médica se correlacionaram positivamente com todas as Motivações Intrínsecas (0,26 ? r ? 0,40) (p<0,05). Conclui-se que os atletas de futsal paranaense são autodeterminados e satisfeitos para a prática do esporte, evidenciando que a motivação intrínseca está associada com o relacionamento social das equipes e o aperfeiçoamento individual dos atletas.

Palavras-chave


Motivação; Satisfação Pessoal; Atletas; Esportes.

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DOI: http://dx.doi.org/10.31501/rbcm.v26i3.7759

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement