PERFIL CARDIOPULMONAR DE CORREDORES DE RUA ATLETAS E NÃO ATLETAS CARACTERIZADOS POR NÍVEL DE DESEMPENHO ESPORTIVO

Anselmo José Perez, Elaine Dalman Milagre, Luciana Carletti, Kamilla Bolonha Gomes, Thiago Fernando Lourenço, Leonardo Sousa Fortes

Resumo


Na literatura existem estudos relacionados ao desempenho cardiopulmonar de corredores de rua, no entanto, nenhum deles os comparou considerando diferentes níveis de desempenho. O objetivo foi identificar o perfil cardiopulmonar no teste de esforço máximo de corredores de rua capixabas. Foram avaliados 59 indivíduos com idade entre 20 e 45 anos, classificados em três grupos homogêneos a partir de um ranking em provas de corrida de rua: elite (GE), amador (GA) e não atleta (GNA). Todos passaram por um teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) com protocolo de rampa em esteira, sendo analisado nas fases do limiar anaeróbio ventilatório (LAV), ponto de compensação respiratória (PCR) e máximo (MÁX). Comparou-se os três grupos por análise de variância de uma via, seguida do teste post-hoc de Tukey (p<0.05). Houve diferenças significativas entre os grupos em relação ao VO2 (ml.kg-1.min-1) e velocidade no LAV, PCR e MÁX em ambos os sexos, sendo entre os homens os valores superiores para os grupos com maior nível de desempenho (GE>GA>GNA), e entre as mulheres, GE foi semelhante a GA, diferindo apenas de GNA. Não houve diferenças entre os grupos para VO2 (L.min-1), frequência cardíaca (FC) e razão da troca respiratória (RTR), em ambos os sexos. Os dados sugerem que apesar de a capacidade aeróbia máxima e submáxima ter sido superior para os grupos com maior nível de desempenho entre os homens, para as mulheres não há diferença entre GE e GA, bem como entre GA e GNA, as variáveis mensuradas nesta pesquisa remetem a um cuidado especial para o planejamento de treinos de corrida para os diferentes grupos. Além disso, diferente do GE masculino, corredoras de rua capixaba não atingiram nível de desempenho de alto rendimento.

Palavras-chave


Desempenho Atlético; Teste de Esforço; Corrida

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DOI: http://dx.doi.org/10.18511/rbcm.v26i1.7767

R. Bras. Ci. e Mov./ Brazilian Journal of Science and Movement