Vantagem de jogar em casa no futebol feminino: uma análise de três importantes campeonatos no Brasil

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DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v26i3.7810

Resumo

A vantagem de jogar em casa (VC) no futebol masculino é bastante conhecida e bem documentada. Recentemente a VC foi estudada em ligas europeias de futebol feminino, mas permanece desconhecida nos campeonatos brasileiros. O objetivo desse estudo foi analisar a VC nos três principais campeonatos de futebol feminino do Brasil. Foram analisadas 280 partidas do Campeonato Brasileiro (2013 - 2016), 259 da Copa do Brasil (2012 - 2016) e 1241 do Campeonato Paulista (2008 - 2016). De cada partida foram coletados os times participantes, o placar final e local do jogo. A VC foi definida como o número de pontos vencidos pelos times da casa expresso em percentual de todos os pontos obtidos no campeonato. As análises foram realizadas para cada edição e campeonato. A hipótese nula unilateral, Ho:VC=50% e H1:VC>50%, foi utilizada para analisar a existência da vantagem em cada campeonato. Para comparar as VC entre os três campeonatos analisados, foi utilizado o teste de análise de variância (ANOVA) com post-hoc de Tukey. As VC médias encontradas para cada campeonato foram de 60% no Campeonato Brasileiro, 55% na Copa do Brasil e 53% no Campeonato Paulista, todas significativamente maiores que 50%. O Campeonato Brasileiro também apresentou a VC significativamente maior que os outros dois campeonatos (p=0.0132). Conclui-se que existe VC nos campeonatos de futebol feminino no Brasil, vantagem que pode ser explicada pela torcida, efeito da viagem, familiaridade com o campo, viés do árbitro e fatores psicológicos. A maior vantagem no Campeonato Brasileiro provavelmente reflete as desvantagens dos longos deslocamentos realizados pelos times visitantes.

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Biografia do Autor

Júlia Barreira, Universidade Estadual de Campinas

Graduada em Licenciatura (2012) e Bacharelado (2013) em Educação Física pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente é graduanda em Estatística pela mesma universidade. Mestra (2017) em Biodinâmica do Movimento pela Faculdade de Educação Física (UNICAMP). Também é professora no curso de Especialização em Bioquímica, Fisiologia, Treinamento e Nutrição Desportiva (IB-UNICAMP). Trabalha com análise de dados, avaliação física e análise de desempenho. Desenvolve estudos na área do futebol feminino.

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Publicado

2018-11-15

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Artigo Original