Vai sabê! Rap, potência transformativa relativamente regulada

Autores

  • Robson Rocha UPF

DOI:

https://doi.org/10.31501/clogia.v16i2.14569

Resumo

O rap tem se proliferado globalmente por meio de um jogo de cumplicidade e resistência em relação ao mercado. Podemos afirmar que não existe de modo substantivo um padrão por meio do qual cada rapper irá se manifestar em um determinado contexto. O que esse jogo estabelece é justamente que a forma como o rap é performado deverá variar a depender da localização e das condições históricas com as quais cada praticante se depara. O presente artigo se apoia na tese de Halifu Osumare (2007), para afirmar que o rap é uma manifestação cultural que tem como matriz uma estética africanista. Isso de modo algum afirma uma identidade fixa do tipo “africana” para os rappers. Em uma variedade de pesquisas, a autora estadunidense tem demonstrado que esse mecanismo funciona em diversos lugares do mundo de maneiras singulares, desenvolvendo diferentes subjetividades. Partindo dessa premissa, argumentamos que por meio da performance, o rap possibilita aos jovens da periferia que tomem a posição de sujeitos de sua própria história. O artigo demonstra, por meio da análise da performance no videoclipe e da letra da música Vai sabê!, do grupo de rap Cria di Favela, como a dinâmica de resistência e de cumplicidade ao mercado se apresenta como constitutiva da noção de sujeito representada pelos rappers.

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Publicado

2024-09-30 — Atualizado em 2026-01-12

Como Citar

Rocha, R. (2026). Vai sabê! Rap, potência transformativa relativamente regulada. Comunicologia, 16(2). https://doi.org/10.31501/clogia.v16i2.14569

Edição

Seção

Artigos Livres