Tigelas chinesas com comida chinesa: os esforços da China para alcançar a segurança alimentar e o papel do Brasil como fornecedor de alimentos
Resumen
O presente artigo tem como objetivos analisar os aspectos históricos da segurança alimentar e das transformações demográficas e sociais chinesas; coletar e analisar dados referentes à demografia chinesa e ao agronegócio brasileiro e; relacionar os dados coletados de modo a entender se a China conseguirá, ou não, alcançar a segurança alimentar nas próximas décadas; e o papel do Brasil como fornecedor de alimentos. Para tanto, contou com os autores Brown (1995), Marti (2021) e Zhou (2017). O aporte metodológico foi pesquisa bibliográfica, juntamente com uma pesquisa exploratória e uma abordagem qualitativa; e concluiu-se que a China não alcançará a plena segurança alimentar nas próximas décadas, em virtude, principalmente, da grande dificuldade existente em sanar todos os desafios atribuídos à segurança alimentar; como a diminuição de terras aráveis, o envelhecimento da população e diminuição da força de trabalho. Apesar disso, verificou-se que o país tem investido em fontes alternativas para suprir a demanda interna e que poderá, até 2035, diminuir a importação de commodities de países como o Brasil. Nesse sentido, o estudo deduz que o Brasil deverá, com certa urgência, diversificar sua pauta exportadora e encontrar mercados alternativos para suas commodities agrícolas, a fim de mitigar sua dependência das importações chinesas.



