A Suécia e a política externa feminista: entre avanços, retrocessos e legado normativo
DOI:
https://doi.org/10.31501/ci.v5i2.15747Resumen
Este trabalho investiga a Política Externa Feminista (PEF) da Suécia, com foco na sua retirada em 2022 e no impacto normativo gerado por essa decisão. A pesquisa é de natureza exploratória, baseada em análise de fontes bibliográficas e documentais, como livros, artigos acadêmicos, documentos oficiais e relatórios governamentais, com o objetivo de examinar as diretrizes e iniciativas da PEF, assim como os motivos que levaram à sua revogação. A análise apresenta uma revisão da literatura sobre a PEF, abordando seus antecedentes, seu desenvolvimento e seu estado atual na academia, com o objetivo de contextualizar a importância da política e os debates que a envolvem. Em seguida, o foco recai sobre o contexto sueco, destacando o pioneirismo da implementação da PEF em 2014 e a decisão de sua revogação em 2022, discutindo os fatores internos e externos que influenciaram essa mudança. O estudo argumenta que, embora a retirada da PEF possa ser vista como um retrocesso nas políticas feministas, as normas pró-gênero e as perspectivas feministas continuam a influenciar, ao menos em teoria, as práticas e decisões da política externa sueca. Isso ocorre porque essas normas estão profundamente enraizadas no direito internacional, no soft law e em um cenário normativo global que ainda favorece a igualdade de gênero. Assim, a pesquisa sugere que a revogação da PEF não resulta no desaparecimento do impacto feminista nas relações internacionais, mas em uma reconfiguração das formas de sua aplicação e implementação.



