PERMANÊNCIA ESTUDANTIL NA IMPLANTAÇÃO DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA NO DISTRITO FEDERAL: HUMANIZAÇÃO, INOVAÇÃO E ASSISTÊNCIA
Resumen
A Universidade do Distrito Federal (UnDF) foi criada em 2021 como instituição de ensino superior
pública e teve sua estrutura definida no início de 2022. No momento, estão sendo estruturados os
programas pedagógicos de novos cursos de pedagogia e engenharia e já foi publicado o edital do
concurso público para contratação de 250 professores e 100 tutores, que atenderão aos discentes dos
cursos novos e dos já existentes. Os cursos oferecidos pelas escolas superiores privilegiam
metodologias ativas e inovadoras que promovam a facilitação do processo de aprendizagem por meio
do estímulo a autonomia crescente dos discentes no processo de construção do conhecimento e na
problematização dos saberes, com destaque para a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), o
que exige formação contínua dos professores e tutores e a produção de material didático específico.
As escolas têm históricos de permanência e assistência estudantil próprios e um dos desafios para o
estabelecimento de políticas públicas voltadas para a permanência dos estudantes é unificar
investigações sistematizadas, com foco no levantamento de dados e informações, de maneira a
desenvolver ações específicas de curto, médio e longo prazos, voltados para os diversos públicos
alvo das escolas, que estão distribuídos em diferentes cursos e campi. Nesse artigo, exploramos os
dados disponíveis sobre ingresso, permanência e evasão nas universidades brasileiras no período
imediatamente anterior à pandemia de covid-19 até o presente, valendo-nos também de dados
primários para as escolas de ensino médio do Distrito Federal. Tratamos da assistência estudantil na
universidade a partir do viés da permanência dos estudantes, da construção de um ambiente
humanizado e da preparação da instituição para desafios já diagnosticados e a possibilidade de
situações inéditas. Neste sentido, as necessidades decorrentes de formação deficitária também
merecem atenção, cabendo a cada curso, de modo propositivo, estabelecer parâmetros próprios de
intervenção, voltados para a permanência, a assistência estudantil, a diversidade, a inclusão, a cultura
da paz e os direitos humanos. Para tanto, leva-se em consideração as necessidades imediatas e
inadiáveis da instituição, somadas ao reconhecimento de que, em curto espaço de tempo, novos
sujeitos, docentes e discentes, farão parte da comunidade acadêmica, somando-se aos que atualmente
estudam e trabalham na UnDF, e que terão, certamente, novas demandas e contribuições a oferecer.
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