A INCLUSÃO COMO MEIO DE TORNAR VISÍVEL O INVISÍVEL: AÇÕES QUE FAVORECEM A PERMANÊNCIA NA EDUCAÇÃO SUPERIOR NO SERTÃO NORDESTINO
Resumen
As ações pedagógicas desenvolvidas pela equipe do projeto de extensão denominado de Projeto
Incluir, da Unidade Acadêmica de Educação, em parceria com o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão
(NAI), da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Campus Cajazeiras-PB, procura
desenvolver atividades que buscam viabilizar a permanência do estudante com deficiência em seu
espaço acadêmico. Não basta promover a acessibilidade, mas é necessário oferecer condições para a
permanência desses estudantes. Para tanto, o projeto Incluir/NAI procura dar suporte por meio da
promoção de cursos de LIBRAS, para estudantes, servidores técnico-administrativo e professores que
tenham interesse em aprender. Também foi oferecido oficina de Braile e orientação de como lidar
com alunos com deficiência com cegueira e baixa visão. Para melhor assistir os alunos a universidade
oferece a Monitoria Inclusiva. Os alunos se inscrevem para dar assistência a um aluno com deficiência
no intuito de dar assistência nas atividades acadêmicas. Além disso, também dialogam com os
professores desse aluno sobre as dificuldades de aprendizagem e procuram a melhor maneira de
auxiliar nesse processo. Os alunos monitores inclusivos são orientados por professores-orientadores
que se dispõem a acompanhá-los. Na falta desse professor o NAI assume esse papel e faz essa
orientação desses alunos. O NAI também oferece serviço de escuta psicológica breve a esses alunos
e orientação aos professores e demais servidores que buscam por orientação pedagógica sobre
determinadas ações voltadas par ao aluno com deficiência. No entanto, muitas vezes os serviços
oferecidos esbarram na burocracia e na falta de profissionais capacitados, como a falta de pedagogo
na equipe e mais interpretes de LIBRAS para atender tanto alunos e professores surdos. Também
falta a possibilidade de adquirir notebooks para ter o auxílio das tecnologias assistivas no intuito de
atender alunos surdos que não sabem LIBRAS. A um aluno surdo que faz matemática e que não sabe
LIBRAS está sendo oferecido um curso de LIBRAS para ele aprender a se comunicar por essa língua
também, bem como aos extensionistas e aos monitores que queiram aprender. O que se tem notado é
que esses alunos com deficiência ficam muito vulneráveis ao abandono da educação Superior devido
estarem em situação de vulnerabilidade e pela falta de políticas inclusivas na instituição em que
estudam e pela própria burocracia que os exclui, como a lentidão na compra de equipamentos e na
resolução de seus problemas.
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