A NOMOFOBIA E O USO DAS ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM EM UNIVERSITÁRIOS

Autores/as

  • Débora Vieira Universidade Católica do Rio de Janeiro
  • Zena Eisenberg Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Resumen

Este trabalho tem por objetivo fazer uma discussão que reforce a importância do uso de estratégias
de aprendizagem autorreguladas e de investigações mais aprofundadas sobre o uso das tecnologias
digitais por universitários, fomentando programas de intervenção que contribuam para a permanência
universitária. Recursos tecnológicos são cada vez mais escolhidos como apoio nas estratégias de
aprendizagem no planejamento e execução de tarefas acadêmicas. As estratégias de aprendizagem
referem-se aos meios que os estudantes usam para favorecer a sua própria aprendizagem (GÓES;
BORUCHOVITCH, 2020, p. 7). Entretanto, é preciso que estejamos atentos para o uso excessivo das
tecnologias digitais, pois ele pode ocasionar dependência desses aparatos tecnológicos, não só de uma
maneira integral, mas também, especificamente no processo de aprendizagem. Pesquisas têm
identificado que o uso indiscriminado das tecnologias digitais pode ocasionar dependência seguida
de transtorno emocional e psicológico (GARCÍA et al., 2020; KING; NARDI; CARDOSO, 2014;
MORILLA et al., 2020; PASTOR MOLINA, 2021; TEIXEIRA et al., 2019), atualmente denominado
de nomofobia. O termo refere-se ao medo de ficar sem celular ou outras tecnologias digitais (como,
por exemplo, o computador) ou sem acesso à internet (KING et al., 2014). Em razão disso,
acreditamos que investigar o uso das estratégias de aprendizagem cognitivas e metacognitivas é
essencial para compreender a forma como os estudantes utilizam as tecnologias digitais para
aprender. Usamos a metodologia quantitativa. Aplicamos um questionário de nomofobia (NMP-Q) e
uma escala de estratégias de aprendizagem (EEA-U) para medir ambas variáveis em alunos
universitários. O resultado dos dados sugere um nível moderado a grave de nomofobia e um nível
moderado de estratégias de aprendizagem. A literatura aponta para a importância de características
autorregulatórias para a prevenção ao vício nas tecnologias digitais e também para a permanência
estudantil. Santos (2013) declarou em seu estudo de análise de publicações na ANPED e CAPES
sobre evasão no ensino superior, alguns fatores tiveram grande recorrência tendo sido apontado como
deficiências e dificuldades na permanência universitária, são eles: "falta de motivação para continuar
estudando e a falta de hábitos e técnicas de estudo individualizado, a dificuldade de organizar o tempo
disponível para os estudos, a dificuldade de conciliar estudo e trabalho, formação escolar anterior
precária" (SANTOS, 2013, p. 1). Exceto a última, todas as demais deficiências e dificuldades que
Santos (2013) constatou como principais motivos de evasão, podem ser sanadas ou desenvolvidas
através da autorregulação da aprendizagem, fundamentalmente, no uso de estratégias cognitivas e
metacognitivas que possibilitam uma maior autonomia na aprendizagem, da mesma maneira que
conscientizam e controlam variáveis psicológicas que podem interferir no processo de aprendizagem
(GÓES; BORUCHOVITCH, 2020). Por último, existe um consenso entre os teóricos no que diz
respeito às estratégias de aprendizagem, eles concordam que elas contemplam o uso da cognição e da

metacognição e, igualmente, contemplam a motivação, as emoções e o engajamento dos alunos nos
comportamentos que amplificam as chances de alcançar o sucesso acadêmico (BORUCHOVITCH;
DOS SANTOS, 2015). Portanto, inferimos que é necessário a elaboração de programas de apoio à
aprendizagem que contribuam para o desenvolvimento das estratégias de aprendizagem
autorreguladas de modo que se beneficie a permanência na universidade e, consequentemente, a
redução da taxa de evasão.

 

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Publicado

2023-03-01

Cómo citar

Vieira, D. ., & Eisenberg, Z. . (2023). A NOMOFOBIA E O USO DAS ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM EM UNIVERSITÁRIOS. Congresos CLABES, 1(1). Recuperado a partir de https://portalrevistas.ucb.br/index.php/clabes/article/view/16259

Número

Sección

Prácticas integrales de acompañamiento para la promoción de la permanencia y red