ACESSO E PERMANÊNCIA ESTUDANTIL: EXPERIÊNCIAS E DESAFIOS PARA UMA POLÍTICA INSTITUCIONAL
Resumen
Desde 2005, tendo como foco a democratização do acesso ao ensino superior, a Universidade
Estadual de Campinas (UNICAMP) criou uma política de inclusão, com sistema de atribuição de
bonificação nos resultados do vestibular para estudantes pretos, pardos e indígenas, além dos
estudantes egressos das escolas públicas. Mais recentemente, em 2019, a Universidade ampliou o
programa de inclusão, estabelecendo outras políticas de ingresso: cotas étnico-raciais, vestibular para
indígenas, vagas para estudantes medalhistas em olimpíadas de conhecimento, além das vagas
reservadas para a seleção pelas notas do ENEM. O objetivo deste trabalho é apresentar e discutir os
impactos das políticas de inclusão de uma Instituição de Ensino Superior (IES) pública brasileira do
Estado de São Paulo, no programa de permanência estudantil da instituição. O método da pesquisa
consiste em uma análise documental de deliberações, anuários estatísticos e relatórios de gestão da
IES. A universidade conta com vários tipos de apoios que compõem a política de permanência
estudantil da instituição: que engloba apoio econômico, social, educacional, alojamento estudantil e
o serviço de apoio à saúde mental dos estudantes. No órgão central de permanência, algumas
iniciativas foram desenvolvidas nos últimos anos, com o intuito de aprimorar a política de
permanência para o novo perfil de ingressantes da IES como o programa de mentoria entre pares
estabelecido no ano de 2020, a criação de um congresso interno para apresentação dos projetos
atrelados às bolsas sociais, qualificação das equipes de atendimento em temáticas como Direitos
Humanos, Mediação, Racismo, criação e divulgação de um guia sobre promoção do bem-estar,
atividades de recepção aos ingressantes. Percebe-se cada vez mais a heterogeneidade dos estudantes
na universidade, o que demanda diferentes iniciativas da instituição para fortalecer o acesso e a
permanência estudantil, por diferentes vias, que possam promover, não somente, as questões
financeiras/materiais, mas também a permanência pedagógica e simbólica. Reconhecidos os esforços
nessa direção, alguns desafios para o aprimoramento dos trabalhos se desenham, tais como:
avaliações longitudinais das políticas de permanência, para se compreender os impactos de curto,
médio e longo prazo e maior investimento em recursos materiais e humanos.
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