PERMANÊNCIA/EVASÃO NA EDUCAÇÃO SUPERIOR EM TEMPOS DE PANDEMIA
Resumen
Dentre os principais problemas relacionados à Educação Superior em nível mundial, a questão da
permanência na universidade passou a ser um tema de extrema relevância. Neste sentido, Morosini
(2009) afirma que a garantia da qualidade da Educação Superior compreende uma das principais
metas dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, uma vez que a produção do conhecimento
tem sido diretamente associada ao desenvolvimento humano, econômico e social. Adiciona-se ainda
que, diversos organismos internacionais, tais como o Instituto Internacional da Unesco para a
Educação Superior na América Latina e Caribe (UNESCO-IELSAC), a Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Global University Network for Innovation
(GUNI), entre outros, têm procurado disseminar políticas direcionadas à garantia de acesso e
qualidade do sistema universitário. No Brasil, as metas do Plano Nacional de Educação (PNE),
estipuladas para o decênio 2011-2020, especificam as estratégias para a ampliação do acesso,
estímulo à permanência, abrangência do financiamento estudantil e intensificação das estratégias de
avaliação voltadas à elevação da qualidade da Educação Superior. A teoria do comprometimento
(engagement) de Astin (1985) e as pesquisas realizadas por Tinto (2000, 2005) enfatizam que o
envolvimento e o engajamento consistem no mais importante argumento para a persistência nos
estudos. Portanto, a relação entre permanência e evasão é um problema multifatorial, que envolve
aspectos econômicos, institucionais, mercadológicos, culturais, entre outros. A partir deste contexto
e da nova realidade pós-pandêmica, o objetivo desta pesquisa é aprofundar os estudos sobre a gestão
da permanência e abandono na Educação Superior em tempos de pandemia, a partir do referencial
teórico e da percepção de estudantes universitários. Esta pesquisa está em fase de coleta de dados,
com previsão de término em 2022. Foram analisados os trabalhos apresentados no X CLABES, que
apresentaram estratégias utilizadas nas diferentes instituições para enfrentar a pandemia do COVID
19, bem como o questionário respondido por 53 estudantes com as suas percepções sobre os seus
estudos em período pandêmico e a volta a presencialidade. A metodologia é qualitativa exploratória.
Na pesquisa qualitativa, os pesquisadores realizaram um levantamento de dados das universidades
sobre as estratégias utilizadas para promover a permanência dos estudantes durante a pandemia.
Também está sendo aplicado um questionário aos estudantes da graduação e pós-graduação de
instituições de Educação Superior, visando compreender sobre a gestão institucional no período
pandêmico, para reconhecer os impactos do ensino remoto junto aos estudantes durante o momento
de isolamento e seus reflexos na evasão/abandono. Entre os resultados encontrados, analisamos, na
visão dos estudantes, quais foram as principais mudanças ocorridas nas instituições, quais foram as
principais dificuldades encontradas pelos estudantes e como procuraram resolvê-las, quais as
vantagens encontradas no período pandêmico e o que motivou a sua permanência na instituição.
Também estamos analisando quais os fatores que contribuíram para o engajamento dos estudantes
nas atividades e qual o nível de satisfação em relação à forma que a sua instituição enfrentou a
pandemia e as metodologias utilizadas pelos docentes. Por último, estamos analisando a percepção
dos estudantes em relação ao retorno à presencialidade
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