TERCEIRIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL E AS ESCOLHAS DA GESTÃO UNIVERSITÁRIA: REFLETINDO SOBRE O IMPACTO NA PERMANÊNCIA ESTUDANTIL
Resumen
Debater sobre o fenômeno da terceirização na assistência estudantil e refletir sobre os possíveis
impactos dela na permanência estudantil. As universidades federais têm buscado soluções para
atender as demandas dos estudantes e uma que parece estar sendo explorada é a terceirização. No
Brasil o fenômeno da terceirização vem sendo estudado desde a década de 1990, com poucos estudos
sobre a terceirização no serviço público que até 2017 era restrita às atividades meio (Druck et al,
2015). Trata-se de um estudo exploratório (Triviños, 1987), a partir de reflexões no campo de estudos
sobre o ensino superior (Neves et. al., 2018). Os dados foram coletados no website das pró-reitorias
responsáveis pela gestão da assistência estudantil de 3 universidades federais mineiras: São João Del
Rei (UFSJ), Alfenas (Unifal-MG) e Vale do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Embora os modelos
de contratação analisados sejam diferentes em seu aspecto legal e os recursos das terceirizações não
sejam necessariamente provenientes da assistência estudantil, a opção por essa modalidade de
prestação de serviço pode trazer significativos impactos no entendimento que se tem por assistência
estudantil. A terceirização não nos parece ser o melhor caminho para a efetivação da assistência
estudantil, contudo não sabemos os seus impactos na permanência dos estudantes e os seus efeitos na
precarização do trabalho. No contexto de corte de orçamentos e de uma conjuntura neoliberal de
redução do estado desde 2016 (Braga & Dal Prá, 2021), os gestores da assistência estudantil parecem
estar de mãos atadas entre a cruz e a espada.
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