Políticas de Enfrentamento da Evasão entre Instituições de Ensino Superior no Brasil e na América Latina
Resumen
A bibliografia sobre o abandono na educação superior tem reconhecido desafios teóricos a serem superados, dentre eles as dificuldades de oferecer uma definição consensual, sensível às causalidades, aos fluxos típicos da Educação Superior e à diversidade de trajetórias estudantis. Governos e instituições de ensino também enfrentam reptos semelhantes, acrescido da incômoda gestão dos indicadores que resistem à queda. Diante do exposto, esta pesquisa desejava saber: como os órgãos que regem as instituições públicas de educação superior, e as próprias instituições, na América Latina (Bolívia, Argentina e Brasil) definem, mensuram e enfrentam o abandono? Para responder ao problema da pesquisa optou-se por uma abordagem qualitativa, com pesquisa documental e análise política comparada. Além das fontes governamentais, também foram buscadas as informações relativas às instituições de ensino públicas. As conclusões apontaram que as instituições e os governos pesquisados resistem em divulgar e dar transparência para suas definições, fórmulas e políticas de enfrentamento do abandono. Quando o fazem, elaboram definições e mensuradores com inespecificidade e falta de consenso quanto aos termos e seus significados, ausência de abordagem longitudinal, frágil aporte teórico e pouca aderência à perspectiva que prioriza o direito à educação superior e o cumprimento das suas finalidades. Tais conclusões recomendam a revisão dos indicadores e o cuidado com a parametrização internacional.
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