Partidos políticos e financiadores de campanhas: um estudo a partir da teoria dos jogos
DOI:
https://doi.org/10.31501/ealr.v12i1.11550Resumo
O presente artigo procurou explicar a relação entre os partidos políticos e os financiadores de campanhas no regime democrático brasileiro na fase 2014/2018, por meio de uma metodologia de Teoria dos Jogos. O tema justifica-se, dentre outros pontos, pela possibilidade de interesses escusos em tal relação, o que pode levar a prejuízos sociais. O objetivo geral do trabalho, portanto, foi de expor as possíveis recompensas tanto para um quanto para o outro jogador. Para atender o objetivo principal procurou-se, em termos específicos, além de uma revisão de literatura, realizar uma análise dos gastos para as campanhas à deputado federal na eleição de 2014, criação de uma metodologia de análise, bem como da apresentação dos resultados com base na metodologia proposta. As hipóteses levantadas foram as de que os partidos e os financiadores de campanhas, enquanto jogadores, estabeleciam jogos cooperativos quando havia um alinhamento ideológico, capital político, uma intenção em colaborar entre eles e probabilidades de êxito nas eleições, sendo o contrário também verdadeiro. Os resultados encontrados apontaram que os financiadores de campanhas obterão a melhor recompensa quando investem em partidos vencedores e estes colaboram ao longo do mandato. Direcionar recursos financeiros para uma campanha vencedora, portanto, gera uma recompensa superior aos financiadores de campanhas do que não colaborar financeiramente. Além disso, os elevados montantes de recursos investidos em uma campanha ampliam as recompensas dos partidos, considerada neste trabalho como sendo o Fundo Partidário, na medida em que mais votos para a eleição de deputados federais são conquistados.
Palavras chave: Informações completas e incompletas, informações perfeitas e imperfeitas, financiamentos de campanhas eleitorais.
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