Televisão e o Comportamento Judicial: Lições do Supremo Tribunal Federal
DOI:
https://doi.org/10.31501/ealr.v9i1.8393Palavras-chave:
envelhecimento, exercício físico, fármacos, hidroginásticaResumo
A literatura é prolífica na investigação dos efeitos da transparência do judiciário, contudo ela permanece omissa em relação aos efeitos da transparência sobre o comportamento de juízes. Este artigo explora uma característica peculiar do Supremo Tribunal Federal (STF), o fato de que suas deliberações são transmitidas ao vivo pela televisão desde 2002, para investigar os efeitos comportamentais de um aumento da transparência do judiciário. Utilizando uma base de dados original, que contém todos os casos de controle abstrato de constitucionalidade julgados pelo tribunal entre 1988 e 2015 e empregando um método raramente utilizado na literatura de comportamento judicial – Diferenças-em-Diferenças – testa-se empiricamente os efeitos da televisão sobre o comportamento dos juízes do STF. O resultado principal é que os juízes se comportam como políticos: quando lhes é dado tempo gratuito de televisão, agem para maximizar sua exposição individual. Para isso, escrevem votos mais longos e interagem mais frequentemente com seus pares.
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