Dinâmica demográfica e taxa de homicídios no estado de Minas Gerais

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DOI:

https://doi.org/10.31501/ealr.v14i1.13934

Resumo

Este artigo analisa a influência das mudanças demográficas, caracterizadas pelo decréscimo da população jovem, mais propensa à criminalidade, nas taxas de homicídios por mil habitantes no estado de Minas Gerais nos anos de 2000, 2010 e 2018. Os resultados do modelo shift-share demostraram que a função mortalidade explica a maior parte das diferenças das taxas de homicídios no período, com o efeito composição populacional apresentando pequena influência. As estimações dos determinantes das taxas de homicídios para os municípios mineiro, apesar das dificuldades em modelar o evento utilizando dados agregados, demonstraram que as características demográficas são importantes. Outro fator a destacar, foi o efeito do nível educacional da população dos municípios na redução dos homicídios. Essa relação, considerando a gravidade dos níveis da criminalidade violenta verificados no estado, pode demonstrar a necessidade de ampliar as políticas de combate à criminalidade através da melhora dos indicadores sociais, não centrando o seu combate apenas na repressão policial.

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Biografia do Autor

Luiz Eduardo Vasconcelos Rocha, Universidade Federal de São João del Rei

Graduado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais (1988), Mestre em Economia Rural pela Universidade Federal de Viçosa (1994) e doutor em Economia Rural pela Universidade Federal de Viçosa (2000). Atualmente é Professor Titular do Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), atuando nos cursos de Graduação em Ciências Econômicas e no Programa de Mestrado em Desenvolvimento, Planejamento e Território (PGDPLAT/UFSJ). Tem experiência na área de Economia, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento Humano, Abordagem das Capacitações, Convergência de Renda e Mercado de Trabalho.

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Publicado

2024-01-23