A indução da procura através da promoção da chance terapêutica DOI: http://dx.doi.org/10.18836/2178-0587/ealr.v2n2p352-403

Autores

  • Ricardo Reigada Pereira Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa / Linklaters LLP

DOI:

https://doi.org/10.18836/2178-0587/ealr.v2n2p352-403

Resumo

O presente artigo tem origem numa reflexão sobre artigos de natureza médica relativos a certo tipo de tratamentos ministrados a pacientes com cancro. Em tais artigos sublinha-se a falta de eficácia ou a desnecessidade de muitos desses tratamentos no âmbito de certas patologias cancerígenas, concluindo-se pela inexistência de qualquer efeito discernível nos pacientes que são sujeitos a tais procedimentos terapêuticos. Um contexto médico deste tipo convoca o problema dos custos significativos que o tratamento implica para o paciente. A prescrição médica desses tratamentos tem nessa medida de ser confrontada com o elenco de razões que pode explicar a circunstância de continuarem a ser objecto de recomendação médica em face da não evidência científica de sua eficácia. É exactamente esta contradição e suas causas que serão objecto de análise neste texto.

 

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Biografia do Autor

Ricardo Reigada Pereira, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa / Linklaters LLP

Doutorando na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (ex-docente desta Faculdade). Advogado da Linklaters LLP (especialista em Direito Tributário).

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Publicado

2011-09-19