Defeitos de desenvolvimento de esmalte em primeiros molares permanentes: relato de caso e análise morfológica

Autores

  • Stella Maris de Freitas Lima Universidade Católica de Brasília
  • Túlio de Lucena Pires Universidade Católica de Brasília
  • Virgílio Cesar Galvão Pimentel Universidade Católica de Brasília
  • Tatiana Degani Paes Leme Azevedo Universidade Católica de Brasília

Resumo

Os ameloblastos são células susceptíveis à interferência de
estímulos internos e externos em sua função. Tais interferências contribuem para a origem de anormalidades no desenvolvimento do esmalte. A hipoplasia de esmalte, por exemplo, trata-se de um defeito quantitativo oriundo de distúrbios na formação da matriz orgânica e está comumente presente em faces vestibulares de primeiros molares inferiores permanentes. Este defeito pode ser diagnosticado pela presença de uma cavidade que varia de tamanho e se encontra no término do sulco vestibular, viabilizando a instalação e a progressão da doença cárie. O presente estudo objetivou analisar esta hipoplasia em seus aspectos clínicos, morfológicos e histológicos, a partir de quatro dentes avaliados em diversos cortes, por meio de microscopia óptica, além de relato de caso clínico. As análises laboratoriais demonstraram cavidades com diversos tamanhos e níveis de profundidade, além da presença ou ausência completa de esmalte, com consequente acometimento por lesão cariosa e resposta dentinária. A partir
da análise clínica, duas cavidades hipoplásicas de 1 e 2 milímetros, dos
dentes 36 e 46, foram classificadas como 1.1 e 1.2, respectivamente, de
acordo com Mount & Hume, e foram submetidas a um tratamento
restaurador minimamente invasivo. As análises clínica, morfológica e
histológica da hipoplasia de esmalte relatadas possibilitaram sua visualização dimensional e permitiram o levantamento de hipóteses sobre grau e forma de acometimento desse distúrbio, bem como manejo e intervenção restauradora. 

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Publicado

2017-02-03

Edição

Seção

Pesquisa Científica Original