Notas sobre as formas do existir: uma interlocução entre Kant e Maine de Biran
DOI:
https://doi.org/10.31501/periagoge.v5i1.14732Resumo
Este trabalho parte da crítica kantiana à psicologia, a fim de atestar que este não atribuí a devida importância a ação volitiva do sujeito (eu). Kant admite uma apercepção empírica junto de uma apercepção transcendental e mantém esta distinção; tal posição levanta tanto a questão da atividade dos eu (s) quanto de sua respectiva tomada de consciência. Kant é mais atento a ordem lógica dos mecanismos da consciência; e por decorrência disto, ele acaba por não atribuir a devida atenção ao fato primitivo do sentido íntimo, a apercepção interna de si, a esta atividade do sujeito, a este sentimento íntimo de nossa própria existência, atestada e defendida pelo filósofo Maine de Biran. Por fim, destacaremos que a posição de Kant diante das formas do existir foi o que impossibilitou o filósofo alemão de progredir em sua investigação sobre a experiência interna.
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