Da biopolítica à antropotécnica: diálogos entre Michel Foucault e Peter Sloterdijk
DOI:
https://doi.org/10.31501/periagoge.v8i1.16389Resumo
O trabalho relaciona a biopolítica de Foucault à antropotécnica de Sloterdijk. Apresenta a biopolítica foucaultiana, com suas tecnologias do eu e a governamentalidade, e mostra como Sloterdijk reformula esses conceitos ao propor a antropotécnica como prática simultânea de transformação do mundo e autootimização, entendendo biopolítica e biopoder como categorias inacabadas em Foucault. Em seguida, aproxima essa discussão da pesquisa de Agamben, cuja genealogia do poder e da glória no Ocidente, ancorada na Grécia e no cristianismo antigo, o coloca entre Foucault e Sloterdijk, combinando rigor histórico e abertura ao futuro. Agamben evidencia o elo essencial entre poder e vida nua, sustentando que nenhum evento histórico pode ser compreendido fora da chave biopolítica e que a questão da bios permanece central para toda reflexão política.
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