Antropofilosofia das sexualidades masculinas em Rondônia: autoetnografias e oxímoro da observação participante
DOI:
https://doi.org/10.31501/periagoge.v9i1.16855Resumo
Este artigo propõe uma reflexão teórica acerca das relações entre autoetnografia, observação participante e estudos sobre sexualidades masculinas, discutindo os limites epistemológicos e metodológicos da produção de conhecimento quando o pesquisador compartilha experiências, práticas e universos simbólicos com os interlocutores da pesquisa. O trabalho configura-se como um estudo exploratório de abordagem qualitativa, fundamentado em revisão bibliográfica temática de caráter associativo, mobilizando contribuições da antropologia, sociologia das sexualidades, filosofia e estudos de gênero. A análise articula autores que discutem corporalidade, subjetividade, regimes de verdade e reflexividade na pesquisa social, buscando problematizar o lugar do pesquisador implicado nas dinâmicas investigadas. A partir desse percurso, discute-se o que se denomina de “oxímoro da observação participante”, isto é, o paradoxo que emerge quando a experiência vivida do pesquisador atravessa o processo de investigação. Argumenta-se que a autoetnografia pode constituir um dispositivo analítico relevante para explicitar tais implicações e ampliar a reflexividade nas ciências sociais, especialmente nos estudos sobre masculinidades e sexualidades. Conclui-se que reconhecer a dimensão experiencial e corporal da produção de conhecimento contribui para uma abordagem mais crítica e situada de fenômenos sociais complexos.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).

