EFEITO HIPOTENSOR DE UMA SESSÃO DE EXERCÍCIOS AQUÁTICOS: VARIABILIDADE E REPRODUTIBILIDADE

Autores

  • Paulo Roberto dos Santos Amorim Universidade Federal de Viçosa
  • Bruno Pereira Moura Universidade Federal de Viçosa
  • Osvaldo Costa Moreira Universidade Federal de Viçosa
  • João Carlos Bouzas Marins Universidade Federal de Viçosa

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v17i2.1015

Resumo

Exercícios físicos são indicados como parte do tratamento de hipertensos devido à possibilidade de redução da pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD), sendo sugerido que essa redução ocorra imediatamente após a realização do exercício, podendo permanecer por várias horas. Este estudo objetivou verificar a variabilidade e reprodutibilidade do efeito hipotensor de uma sessão de hidroginástica em diferentes intervalos de recuperação. A amostra foi composta por 13 mulheres hipertensas (idades: 40 a 65 anos; =53,2?7,5). Foram mensuradas a PA em repouso (PAS1, PAD1), 15 minutos (PAS2, PAD2), 24h (PAS3, PAD3) e 48h (PAS4, PAD4) pós-exercício (S1). No dia posterior à última medida foi realizada uma segunda sessão de exercícios (S2) com aferição da PA 24h depois (PAS5, PAD5). A ANOVA para medidas repetidas + post-hoc Tukey exibiu diferenças significativas entre PAS2 e 3 e PAD2 e 3, em relação a PAS1 e PAD1 (p < 0,05). O coeficiente de correlação intraclasse verificado entre PAS4 e PAS5 foi de 0,99 e, entre PAD4 e PAD5, de 0,97; e o coeficiente de variabilidade foi de 6% entre PAS4 e PAS5 e 5% entre PAD4 E PAD5. Esses valores demonstram uma excelente reprodutibilidade e uma pequena variabilidade do comportamento pressórico 24h pós-exercício. Nossos resultados indicam que uma sessão de exercícios pode reduzir de forma significativa (p<0,05) a PAS e a PAD e que seus efeitos são consistentemente sustentados por 24h, sugerindo a necessidade do exercício diário para obtenção dos benefícios do exercício como terapia não farmacológica para o adequado controle da PA.

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Biografia do Autor

Paulo Roberto dos Santos Amorim, Universidade Federal de Viçosa

Programa de Pós-Graduação em Educação Física UFV-UFJF – Departamento de Educação Física - Laboratório de Performance Humana - Universidade Federal de Viçosa – Brasil

Bruno Pereira Moura, Universidade Federal de Viçosa

Programa de Pós-Graduação em Educação Física UFV-UFJF – Departamento de Educação Física - Laboratório de Performance Humana - Universidade Federal de Viçosa – Brasil

Osvaldo Costa Moreira, Universidade Federal de Viçosa

Programa de Pós-Graduação em Educação Física UFV-UFJF – Departamento de Educação Física - Laboratório de Performance Humana - Universidade Federal de Viçosa – Brasil

João Carlos Bouzas Marins, Universidade Federal de Viçosa

Programa de Pós-Graduação em Educação Física UFV-UFJF – Departamento de Educação Física - Laboratório de Performance Humana - Universidade Federal de Viçosa – Brasil

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Publicado

2009-10-09

Edição

Seção

Artigo Original