É POSSÍVEL MELHORAR O CONDICIONAMENTO FÍSICO DE MILITARES DURANTE O ESTÁGIO DE ADAPTAÇÃO MILITAR?

Autores

  • Gabriel Guidorizzi Zanetti Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP)
  • Carla Regina de Souza Teixeira Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP)
  • Fábio Angioluci Diniz Campos Programa de Pós-Graduação em Desempenho Humano Operacional, Universidade da Força Aérea
  • Phelipe Henrique Cardoso de Castro Universidade Federal de São Carlos. Programa interinstitucional em Ciências Fisiológicas
  • Leandra Cristina Benetti Campos Academia da Força Aérea
  • Sandro Fernandes da Silva Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavras

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v28i1.10210

Resumo

Foi realizado um estudo quase experimental com o objetivo de verificar a evolução do condicionamento físico dos estagiários da Academia da Força Aérea no Estágio de Adaptação Militar no ano de 2017 e a efetividade do plano de treinamento executado pela Seção de Educação Física nesse estágio. O estudo foi realizado na Academia da Força Aérea, localizada em Pirassununga, interior de São Paulo. A amostra foi constituída por 150 militares do sexo masculino, regularmente matriculados nos cursos de Aviação, de Intendência e de Infantaria, aptos à prática de exercícios físicos e que consentiram participar da pesquisa. O estudo foi realizado durante quarenta dias seguidos e constituiu-se de uma avaliação inicial, uma intervenção com exercícios físicos e uma avaliação final. Para a avaliação inicial e final foi utilizado o Teste de Avaliação do Condicionamento Físico, que perpassa por exercícios de flexão de braço, abdominal e corrida. No que se refere à intervenção, foram realizados treinamentos de força em circuito e treinamentos de corrida. Os resultados mostraram que após o treinamento no Estágio de Adaptação Militar de 2017 os militares melhoraram significativamente a condição física, havendo, em média, um acréscimo de 23,28% (10 repetições) no número de flexões, um acréscimo de 5,95% (3 repetições) no número de abdominais e um acréscimo de 12,26% (315,4m) na distância percorrida durante o teste de corrida de 12 minutos. Desta forma, o protocolo de treinamento realizado nesse estudo se mostrou efetivo para aprimorar a condição física dos Estagiários da Academia da Força Aérea. No entanto, sugere-se que sejam realizados estudos futuros para responder à esta questão com mais clareza, utilizando-se testes físicos mais aprimorados.

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Biografia do Autor

Gabriel Guidorizzi Zanetti, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP)

Graduado em Educação Física pela Universidade Federal de Lavras em 2011. Mestre em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP) em 2013. Doutorando em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP). Atualmente trabalha na Academia da Força Aérea (AFA), com o posto de 1º Tenente, atuando como Adjunto da Subseção de Treinamento Físico.

Carla Regina de Souza Teixeira, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP-USP)

Graduada em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto EERP- USP (1995). Mestre (1999) e Doutor (2003) pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental pela EERP -USP, Pós-Doutoramento na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP (2011). Atualmente é professor associado do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da EERP- USP. É Consultora da Revista Latino-Americana de Enfermagem, Revista Arquivos de Ciências da Saúde, Paidéia entre outros. É assessora científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). É professora das disciplinas de graduação de Fundamentos de Enfermagem. É vice líder do Grupo de Pesquisa em Enfermagem e Diabetes Mellitus, investiga o Processo de cuidar do adulto e idosos com doenças agudas e crônica-degenerativas, especificamente em diabetes mellitus.

Fábio Angioluci Diniz Campos, Programa de Pós-Graduação em Desempenho Humano Operacional, Universidade da Força Aérea

Possui Licenciatura Plena em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (2003), Especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo (2005) e mestrado em Educação Física pela Universidade de São Paulo (2011). Doutor em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Metodista de Piracicaba (2017). Atualmente é 1º Tenente da Academia da Força Aérea no quadro de Oficiais Convocados (Magistério Desportivo Superior). Docente e orientador do Programa de Pós-Graduação em Desempenho Humano Operacional no Setor Aeroespacial (PPGDHO) da Universidade da Força Aérea (UNIFA). Professor do Centro Universitário Anhanguera Leme/SP. Tem experiência na área de Educação Física com os temas aspectos pedagógicos do Treinamento Esportivo e na área de Biodinâmica do Movimento Humano. Treinador de Voleibol Feminino da Academia da Força Aérea desde 2012. Treinador de Voleibol Nível II da Confederação Brasileira de Voleibol.

Phelipe Henrique Cardoso de Castro, Universidade Federal de São Carlos. Programa interinstitucional em Ciências Fisiológicas

Possui graduação em Educação Física, pela Universidade Federal de Lavras (2010). Tem especialização lato-sensu em Aspectos Biodinâmicos do Movimento Humano, pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2012). Mestrado em Educação Física pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2014). Áreas de interesse: Fisiologia do exercício, treinamento esportivo, controle de carga de treino e iniciação esportiva.

Leandra Cristina Benetti Campos, Academia da Força Aérea

Aluna de Doutorado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Metodista de Piracicaba - UNIMEP. Possui graduação em Educação Física pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (2004), Especialização em Treinamento Desportivo pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (2005) e Especialização em Terceira Idade: Metodologia e Prescrição de Atividade pela Faculdades Metropolitanas Unidas -FMU (2012) e mestrado em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Metodista de Piracicaba. Atualmente é 1º Tenente da Academia da Força Aérea no quadro de Oficiais Convocados na área de Educação Física.Professora do Centro Universitário Anhanguera Leme/SP.Tem experiência na área de Educação Física com o tema treinamento desportivo. Responsável pelo Treinamento Físico Militar (TFM) dos Cadetes de Infantaria da Academia da Força Aérea.

Sandro Fernandes da Silva, Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavras

Graduação em Educaçao Física pela Universidade Santa Cecilia (1995), Especialização em Natação pela Faculdade de Educação Física de Santo André (FEFISA), Especialização em Treinamento Esportivo Pela Centro Universitario Metropolitanos Unidos (UNIFMU), e Doutorado em Ciencias de La Actividad Física y Del Deporte - Universidad de Leon (2006), validado no Brasil na USP na Área de Biodinâmica do Movimento Humano. Professor Associado I no Departamento de Educação Física da Universidade Federal de Lavras. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Fisiologia do Esforço, atuando principalmente nos seguintes temas: Respostas Neuromusculares, Limiares Metabólicos e Treinamento Desportivo.

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Publicado

2020-07-28

Edição

Seção

Artigo Original