ESPELHO, ESPELHO MEU: REFERÊNCIA VISUAL E A COORDENAÇÃO INTERPESSOAL NA DANÇA JAZZ

Autores

  • Nicole Silva Santos Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Keylla Cardoso dos Santos Soledade Universidade Estadual de Santa Cruz
  • Marcos Rodrigo Trindade Pinheiro Menuchi Universidade Estadual de Santa Cruz http://orcid.org/0000-0003-2833-7070

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v29i4.11663

Resumo

O objetivo deste estudo foi investigar os efeitos do uso do espelho na coordenação interpessoal na dança de duetos Jazz. Participam do estudo quatro dançarinas experientes do município de Ilhéus/BA. As participantes realizaram 10 tentativas seguidas de uma coreografia em correspondência com a professora/pesquisadora. Cada participante individualmente foi orientada a realizar a sequência de Jazz em uma das condições experimentais: (1) Com espelho: realizar a sequência posicionada de frente para o espelho; (2) Sem espelho: realizar a sequência posicionada de costas para o espelho. A tarefa foi filmada por uma câmera digital configurada para a gravação em 30 Hz. Para verificar o efeito do espelho, a sincronia dos movimentos foi analisada por meio do procedimento videogramétrico. Utilizando a técnica de correlação cruzada e correlação corrida foi possível identificar, a cada contato do pé com o solo, os momentos em-fase (simétrico), anti-fase (antissimétrico) e fora de fase (não simétrico). Os resultados indicaram forte sincronia em-fase, independentemente da disponibilidade do espelho (r = 0.8 a 1.0). As participantes que executaram de frente para o espelho apresentaram uma paisagem de coordenação predominantemente simétrica e com quase nenhuma defasagem temporal (Lag ? 0). Por outro lado, para as participantes que executaram sem o recurso do espelho apresentaram momentos de não simetria e pouca variação na defasagem temporal entre as tentativas. Foi possível verificar também que a primeira metade da sequência foi menos coordenada quando comparado com a segunda metade. Conclui-se, neste estudo preliminar, que dançarinas experientes foram pouco afetadas pelo uso do espelho, apresentando forte coordenação interpessoal e pouca defasagem temporal na aprendizagem de uma sequência de Jazz. Pode-se concluir que a metodologia empregada foi capaz de medir a coordenação satisfatoriamente, apresentando-se como um recurso promissor para a análise da coordenação interpessoal nas demais categorias e contextos da dança.

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Biografia do Autor

Nicole Silva Santos, Universidade Estadual de Santa Cruz

Departamento de Ciências da Saúde Colegiado de Educação Física

Keylla Cardoso dos Santos Soledade, Universidade Estadual de Santa Cruz

Departamento de Ciências da Saúde Colegiado de Educação Física

Marcos Rodrigo Trindade Pinheiro Menuchi, Universidade Estadual de Santa Cruz

Professor Adjunto Departamento de Ciências da Saúde

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Publicado

2022-03-22

Edição

Seção

Artigo Original