O IMPACTO DO ESTILO DE VIDA SOBRE O DESENVOLVIMENTO MOTOR INFANTIL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v29i2.11964

Resumo

O sedentarismo está cada vez mais presente na sociedade, e tem aumentado significativamente, podendo ser considerado uma doença moderna, atingindo não só adultos, mas também crianças. Associado às mudanças alimentares e os avanços da tecnologia, traz consequências muitas vezes irreversíveis, favorecendo diversos problemas de saúde. A prática de atividade física na infância torna-se importante pois a criança vai estabelecendo relações com o corpo, com o outro e com o mundo ao seu redor e, também, consequentemente na prevenção de diversas doenças, podendo beneficiar até a vida adulta. Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar o impacto do estilo de vida sobre o desenvolvimento motor de crianças. Materiais e métodos: Participaram do estudo 90 escolares de ambos os sexos. Foi avaliado o nível de atividade física por meio do PAQ-C, e o nível de desenvolvimento motor utilizando a escala de desenvolvimento motor (EDM). Resultados: Quanto ao nível de atividade física, 44,4% foram classificados como insuficientemente ativos e 55,6% suficientemente ativos. Os dados apontaram que os alunos Insuficientemente Ativos apresentaram em sua predominância classificação do desempenho motor muito inferior e inferior, enquanto os alunos Suficientemente Ativos foram classificados predominantemente como inferior, normal baixo e normal médio. Os alunos SA apresentaram melhores resultados motores quando comparados aos Insuficientemente Ativos no que diz respeito a: idade motora geral (p<0,0001), motricidade fina (p=0,0003), motricidade global (p=0,0025), equilíbrio (p=0,0004), esquema corporal (p=0,0060), organização temporal (p=0,0166) e quociente motor geral (p=0,0002). Conclusões: Os resultados encontrados apontam que o estilo de vida Insuficientemente Ativos causa prejuízo motor nos escolares.

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Biografia do Autor

José Robertto Zaffalon Júnior, Universidade do Estado do Pará

Graduado em Educação Física (2007), Mestre em Ensino em Saúde na Amazônia (2014) pela Universidade do Estado do Pará e atualmente cursando Doutorado em Ciências da Reabilitação na Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Revisor da Revista da Educação Física/UEM (Online). Professor da Universidade do Estado do Pará, onde trabalha com as disciplinas de Pesquisa e Prática Pedagógica I, II, III e IV, Estágio Supervisionado I e II. Professor pesquisador do Grupo Multidisciplinar de Pesquisa em Educação, Saúde e Meio Ambiente na Amazônia e Coordenador do Grupo de Estudos Transdisciplinares em Ensino em Saúde (GETES).

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Publicado

2022-03-22

Edição

Seção

Artigo Original