EFEITOS DO EXERCÍCIO PRÉVIO SOBRE O DESEMPENHO INTERMITENTE EM JOGADORAS AMADORAS DE FUTSAL

Autores

  • Luiza Basbus Costa Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Marina de Paiva Lemos Universidade de Uberaba (UNIUBE) Grupo de pesquisa Fisiologia do Exercício na Saúde e no Desempenho Humano
  • Gustavo Ribeiro da Mota Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) Grupo de Pesquisa Desempenho Humano e Esporte
  • Nathália Lustosa Ferreira Silvestrini Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
  • Izabela Aparecida dos Santos Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)Universidade de Uberaba (UNIUBE) Grupo de pesquisa Fisiologia do Exercício na Saúde e no Desempenho Humano Grupo de Pesquisa Desempenho Humano e Esporte

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v29i2.12072

Resumo

O objetivo do presente estudo foi avaliar os efeitos do exercício prévio específico sobre o desempenho em teste intermitente de alta intensidade em jogadoras de futsal e variáveis associadas. Para isso 13 jogadoras amadoras de futsal (24,1 anos; 63,6 kg; 1,61 m; IMC = 24,3 kg/m2; % de gordura = 27,9), de maneira cruzada, passaram por duas sessões experimentais separadas por sete dias. Em uma das sessões era realizado um exercício prévio (EP): três primeiros níveis do Yo Yo intermittent recovery test level 1 (YYIR1) repetidos por três vezes. Na sessão controle (CON), as jogadoras permaneciam em repouso (5 min) e após, em ambas as sessões, era realizado o YYIR1 até a exaustão. Antes do início da sessão eram reportadas escalas de recuperação e dor muscular de início tardio, a frequência cardíaca (FC) foi monitorada por toda sessão e, ao término, a percepção de esforço (PSE) era registrada. As percepções de recuperação (p = 0,23) e de dor (p = 0,36) não diferiram entre as sessões EP vs. CON. A FC média durante o exercício prévio foi de 111,3 ± 7,7 bpm. A distância percorrida no YYIR1 não diferiu (p = 0,25) também entre EP (372,3 ± 103,8 m) vs. CON (341,5 ± 84,2 m), bem como a monitoração da FC (mínima, média e máxima). Entretanto, a PSE foi menor (p = 0,0008) na sessão EP (8,5 ± 0,7 UA) do que em CON (9,3 ± 0,6 UA). Assim, concluímos que o exercício prévio não influencia o desempenho intermitente de alta intensidade (YYIR1), nem as variáveis de FC. Porém, o exercício prévio gera menores níveis de percepção de esforço (intensidade interna) em comparação ao repouso antes do YYIR1.

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Publicado

2022-03-22

Edição

Seção

Artigo Original