Autoconceito, imagem corporal e nível de atividade física em escolares praticantes de educação física, dança e ginástica rítmica

Autores

  • Kettlyn Hames Alexandre Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Rafaela Paulina de Oliveira Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Gaia Salvador Salvador Claumann Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães Universidade do Estado de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v30i1.12625

Resumo

Objetivo: analisar o autoconceito, a imagem corporal e o nível de atividade física e verificar as relações dessas variáveis com a prática de Educação Física, de dança e de ginástica rítmica (GR), em meninas escolares. Método: participaram 90 escolares do ensino fundamental (7 a 12 anos de idade), classificadas em praticantes de Educação Física escolar somente, de dança e de GR. Utilizou-se um questionário direcionado aos pais e/ou responsáveis sobre o nível econômico; e outro às escolares, com informações de caracterização; autoconceito (EAC-IJ); imagem Corporal (Escala Adaptada de Kakeshita); e atividade física (PAQ-C). Resultados: as escolares apresentaram pontuações baixas para todos os tipos de autoconceito investigados (pessoal, social, escolar e familiar). Houve diferença nas pontuações do autoconceito social em relação às diferentes modalidades praticadas, sendo que as escolares que praticavam Educação Física apresentaram pior autoconceito social comparadas às que praticavam dança e GR. Quanto à imagem corporal, maior parte das praticantes de dança (51,7%) e de Educação Física (58,6%) subestimaram as medidas corporais, enquanto maior parte das praticantes de GR (62,1%) superestimaram as medidas corporais. A maioria das escolares apresentou desejo de diminuir as medidas corporais (62,1%). Não houve associação entre o tipo de modalidade praticada e as variáveis de imagem corporal. Sobre o nível de atividade física, 89% das escolares eram ativas fisicamente. Houve associação do nível de atividade física com o tipo de modalidade praticada, sendo que as praticantes de GR eram mais ativas fisicamente. Conclusão: as escolares, independentemente do tipo de modalidade praticada, apresentaram pontuações baixas nos diferentes tipos de autoconceito, sendo que aquelas que praticavam Educação Física apresentaram pior autoconceito social. Boa parte das escolares apresentou percepções distorcidas das suas medidas corporais, e desejavam diminuir as medidas corporais. Quase 90% das escolares eram ativas fisicamente, e quando considerada somente a GR, 100% das praticantes eram ativas.

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Biografia do Autor

Kettlyn Hames Alexandre, Universidade do Estado de Santa Catarina

Possui graduação em Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2018). Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Lazer e Atividade Física (LAPLAF) do CEFID/UDESC. Membro do BPaRkI- Iniciativa Brasileira de Reabilitação na doença de Parkinson. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Atividade Física e Saúde, Pilates, Dança e Doença de Parkinson. Bolsista CAPES-DS

Rafaela Paulina de Oliveira, Universidade do Estado de Santa Catarina

Departamento de Educação Física e Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina; Florianópolis; Santa Catarina

Gaia Salvador Salvador Claumann, Universidade do Estado de Santa Catarina

Doutora em Ciências do Movimento Humano. Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano. Universidade do Estado de Santa Catarina. Florianópolis. Santa Catarina

Adriana Coutinho de Azevedo Guimarães, Universidade do Estado de Santa Catarina

Professora doutora do Departamento de Educação Física e Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina. Florianópolis. Santa Catarina

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Publicado

2022-04-18

Edição

Seção

Artigo Original