EFEITO CRÔNICO DO TREINAMENTO RESISTIDO SOBRE A PRESSÃO ARTERIAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE DE ENSAIOS CLÍNICOS CONTROLADOS RANDOMIZADOS

Autores

  • Henrique da Silva Carvalho Universidade do Sul de Santa Catarina
  • Jean Marlon Machado Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Elinai dos Santos Freitas Schutz Universidade do Sul de Santa Catarina
  • Erasmo Paulo Miliorini Ouriques Universidade do Sul de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v29i1.12860

Resumo

Este estudo tem como objetivo comparar e discutir, a partir de estudos científicos publicados, o efeito crônico do treinamento resistido sobre a pressão arterial. Foi realizada uma revisão sistemática de ensaios clínicos controlados randomizados. A busca dos artigos foi realizada nas bases de dados SciELO, PubMed e Biblioteca Virtual da Saúde. Foram selecionados artigos publicados a partir de 2015, com avaliação da pressão arterial antes e após um período de treinamento resistido e com um grupo controle. Nos 18 estudos selecionados, 551 participantes foram identificados, incluindo idosos, obesos, hipertensos, diabéticos, indivíduos com síndrome metabólica e indivíduos saudáveis, com idade média variando entre 15,4 e 87,7 anos. A maioria dos estudos selecionados realizou uma intervenção de treinamento resistido com exercícios dinâmicos tradicionais para membros inferiores e superiores, com duração de 12 semanas e frequência de 3 vezes por semana. O volume de treinamento apresentado nos estudos variou entre 1 e 5 séries de 3 a 20 repetições por exercício. A intensidade foi apresentada em percentual de uma repetição máxima, percentual de 10 repetições máximas, repetições máximas e percepção subjetiva de esforço. O intervalo de descanso entre os exercícios variou entre 30 e 180 segundos. A metanálise indicou que o treinamento resistido reduziu significativamente a pressão arterial sistólica em -3,38 mmHg ([IC 95% = -5,82; -0,95] p < 0,01; I² = 76%) e a pressão arterial diastólica em -1,95 mmHg ([IC 95% = -3,12; -0,78] p < 0,01; I² = 58%). De acordo com os resultados desta revisão, o treinamento resistido sozinho é mais efetivo em reduzir a pressão arterial de repouso do que o não treinamento, principalmente pressão arterial sistólica; com maior redução em idosos, pré-hipertensos e hipertensos. Sendo assim, o treinamento resistido pode ser um método a ser indicado na prevenção e tratamento da hipertensão arterial sistêmica.

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Biografia do Autor

Henrique da Silva Carvalho, Universidade do Sul de Santa Catarina

Graduado em Educação Física (Bacharelado) pela Universidade do Sul de Santa Catarina. http://lattes.cnpq.br/6224667968804325

Jean Marlon Machado, Universidade do Estado de Santa Catarina

Mestrando no Programa de Pós Graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina. http://lattes.cnpq.br/3830659994585693

Elinai dos Santos Freitas Schutz, Universidade do Sul de Santa Catarina

Professora da Universidade do Sul de Santa Catarina, ministra as disciplinas de Biomecânica do Esporte, Metodologia da Pesquisa (TCC I e II), Atletismo, Triathlon e coordena o Trabalho Conclusão de Curso em Educação Física. http://lattes.cnpq.br/3263303501266158

Erasmo Paulo Miliorini Ouriques, Universidade do Sul de Santa Catarina

Atualmente é professor da Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). Ministra aulas nos cursos da saúde da referida instituição: anatomia humana geral, anatomia sistêmica e topográfica, fisiologia, fisiologia do exercício, cinesiologia, avaliação física e musculação. Já ministrou as seguintes matérias: treinamento esportivo, condicionamento físico, biomecânica e tênis de campo. http://lattes.cnpq.br/0428234892246365

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Publicado

2021-11-04

Edição

Seção

Artigo de Revisão