Alterações comportamentais em adolescentes e jovens adultos durante a pandemia da Covid-19

Autores

  • Tiago Wally Hartwig Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rio Grande do Sul, Brasil. Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) - Campus Bagé, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Gabriel Barros da Cunha Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rio Grande do Sul, Brasil. Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) - Campus Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Gicele de Oliveira Karini da Cunha Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rio Grande do Sul, Brasil. Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) - Campus Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Gabriel Gustavo Bergmann Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Rio Grande do Sul, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v29i2.12888

Resumo

O objetivo deste estudo foi descrever a autopercepção de adolescentes e jovens adultos sobre possíveis modificações em comportamentos relacionados à atividade física, ao tempo em atividades sedentárias e aos hábitos alimentares durante o período de distanciamento social provocada pela pandemia da Covid-19. Participaram do estudo 186 adolescentes e jovens adultos matriculados no ensino médio técnico-integrado de uma escola pública federal da cidade de Bagé/RS. Os participantes foram caracterizados em relação ao sexo, idade e nível socioeconômico. A autopercepção em relação aos três comportamentos durante o período de distanciamento social foi analisada através de respostas a um questionário eletrônico (Google Formulário) enviado para os estudantes por meio de uma rede social. Os resultados foram descritos utilizando-se os valores de média, desvio padrão, e frequências absolutas e relativas. A média de idade dos participantes foi de 17,9 (±1,16) anos, sendo a maioria do sexo masculino (51,6%) e com renda familiar inferior a três salários mínimo (72,6%). A maior parte dos participantes do estudo (89,8%) relatou alguma alteração desfavorável nos níveis de atividade física. Setenta por cento dos entrevistados relataram um decréscimo na prática de atividade física no âmbito geral; 72% relataram modificação desfavorável no nível de atividade física vigorosa; 76,9% relataram permanecer mais tempo em atividades sedentárias, principalmente àquelas envolvendo smartphones e tablets. Em relação aos hábitos alimentares, as principais modificações desfavoráveis estiveram relacionadas ao consumo de doces e salgadinhos (36% dos participantes relataram essa elevação no consumo). O período de distanciamento social provocou alterações comportamentais desfavoráveis em adolescentes. O planejamento e orientação de rotinas mais saudáveis contemplando esses desfechos devem ser fomentados visando amenizar o impacto dessas alterações comportamentais.

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Publicado

2022-03-22

Edição

Seção

Artigo Original