INFLUÊNCIA DOS ASPECTOS BIOMECÂNICOS DO TOQUE DA CADEIRA DE RODAS NA PREDISPOSIÇÃO A LESÕES EM ATLETA DE RUGBY EM CADEIRA DE RODAS - UM ESTUDO PILOTO

Autores

  • Johnny de Araújo Miranda Instituto THW - Fisioterapia e Saúde Integrada https://orcid.org/0000-0002-2174-5787
  • Márcia Midori Morimoto Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  • Carolina Santiago Costa Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  • Camila de Oliveira Barata Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  • Renan Augusto Migliorini Agobiti Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  • Stephanie Pereira Antão Universidade Municipal de São Caetano do Sul

DOI:

https://doi.org/10.31501/rbcm.v33i1.14261

Resumo

Objetivo: Correlacionar as características biomecânicas do toque da cadeira de rodas com as queixas álgicas, histórico de lesões e desempenho físico de um atleta de alto rendimento.  Materiais e Métodos:  Trata-se de um estudo piloto, do tipo exploratório, de abordagem quanti-qualitativa. Um atleta com lesão medular completa de alto rendimento foi selecionado de um time profissional de rugby, e foi submetido a uma avaliação, composta por exame físico da lesão, caracterização de dores e lesões, âmbitos de prática de atividade física, funcionalidade e qualidade de vida, além de um teste de deslocamento inédito e filmado, composto por 24 metros de trajeto linear dividido por uma virada, com marcações de três, seis e dez metros, analisando variáveis espaciais de ângulos de membro superior por meio de filmagem e quantidade de toques, além de variáveis temporais como toques por segundo, velocidade e tempo. Resultados: O atleta obteve performance e relações angulares de ombro, cotovelo e cervical distintas entre as três arrancadas do teste de deslocamento, obtendo melhores variáveis de desempenho na terceira arrancada. Não apresenta lesões em membro superior, porém apresenta dores no ombro e no braço proximal, além de apresentar um bom índice de qualidade de vida e níveis de atividade física, porém baixos índices de independência funcional. Conclusão: O quadro álgico do atleta não influenciou negativamente sua qualidade de vida, mas sim seu desempenho físico e relações espaciais angulares, podendo ser um possível precursor de lesões, por meio de movimentos repetitivos inerentes ao esporte. O esporte se mostrou um grande contribuinte para o desenvolvimento físico e mental.

Palavras-chave: Traumatismos da medula espinhal; Paratleta; Fenômenos Biomecânicos; Desempenho Físico Funcional

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Biografia do Autor

Johnny de Araújo Miranda, Instituto THW - Fisioterapia e Saúde Integrada

Possui ensino médio completo pela E.E Professora Maria da Conceição Moura Branco (2016). Foi Monitor técnico do laboratório de anatomia humana (2019-2020); Monitor e assistente acadêmico nas disciplinas relacionadas a fisioterapia como: Primeiros Socorros (2019), Cinesioterapia e Mecanoterapia (2020), Eletroterapia (2020), Avaliação Funcional (2020), Fisioterapia Neurológica (2020), Fisioterapia Ortopédica (2020); Fundador e Vice-presidente do Centro Acadêmico de Fisioterapia XIII de Outubro (2019-2020); além de Presidente da Liga Acadêmica de Anatomia Humana - LAANH (2018-2020) e Vice-presidente das ligas acadêmica de Saúde Funcional - LASF e Fisioterapia em Reabilitação Cardiorrespiratória - LFRCR (2019-2020). Atualmente é bacharel em fisioterapia pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul - USCS, pós graduando em Fisioterapia Neurológica pela EEP/HCFMUSP e diretor-fisioterapeuta integrante da clínica THW Fisioterapia e Pilates

Márcia Midori Morimoto, Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade de São Paulo (1998), especialização em Reabilitação Hospitalar pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - ISCMSP (1999) e mestrado em Neurociências e Comportamento pela Universidade de São Paulo (2003). Atuou como supervisora, junto ao Curso de Graduação em Fisioterapia da Universidade de São Paulo, e fisioterapeuta responsável pela enfermaria de neurologia clínica, neurologia pediátrica, neurocirurgia e neurotrauma do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP de 2000 a 2010. Foi docente nos cursos de Fisioterapia da UMESP- Universidade Metodista de São Paulo (2016-2018). Atualmente é docente das disciplinas de Fisioterapia Neurofuncional, Neuroanatomia, Biomecânica e Cinesioterapia no Curso de Fisioterapia da Universidade Municipal de São Caetano do Sul. É coordenadora e fundadora da Liga Acadêmica de Saúde Funcional da USCS (desde 2013). Possui aperfeiçoamento em Metodologias Ativas de Ensino pela USCS e formação em Técnicas de Neuromodulação Clínica Não Invasiva (TMS e tDCS) pela Rede Napen

Carolina Santiago Costa, Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Possui ensino médio completo pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (2018). Atualmente é discente de fisioterapia pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul, mesma instituição da qual foi monitora/assistente acadêmica da disciplina de Primeiros Socorros (1/2021), e permanece sendo monitora das disciplinas de Neurologia, Biomecânica e Pneumologia, além de ser a atual coordenadora de eventos da Liga de Fisioterapia em Reabilitação Cardiorrespiratória - LFRCR, secretária e fundadora da Liga Acadêmica de Fisioterapia em Neonatologia - LAFNEO, coordenadora de ações sociais da Liga Acadêmica de Saúde Funcional - LASF e foi vice-presidente do Centro Acadêmico de Fisioterapia XIII de Outubro - CAFXIII (1/2021-1/2022). Possui publicações nos âmbitos de neurologia clínica e patológica

Camila de Oliveira Barata, Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Discente do 8º semestre de fisioterapia pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

Renan Augusto Migliorini Agobiti, Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Discente do 8º semestre de fisioterapia pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

Stephanie Pereira Antão, Universidade Municipal de São Caetano do Sul

Discente do 8º semestre de fisioterapia pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

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Publicado

2025-06-18

Edição

Seção

Artigo Original