EFEITO DO EXERCÍCIO FÍSICO NA SECREÇÃO DE IRISINA EM PACIENTES COM DOENÇA RENAL CRÔNICA E SEUS EFEITOS NEUROLÓGICOS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
DOI:
https://doi.org/10.31501/rbcm.v34i1.15793Resumo
A Doença Renal Crônica (DRC) e suas complicações neurológicas crescem globalmente, tornando o exercício físico (EF) uma intervenção não farmacológica vital, com a irisina sendo um mediador potencial de seus benefícios. Esta revisão sistemática buscou analisar a influência do EF nos níveis de irisina em pacientes com DRC e sua relação com alterações neurológicas. A pesquisa, conduzida em março de 2025 (2015-2025) nas bases PubMed, Web of Science, Scopus e Biblioteca Cochrane, utilizou descritores como "Irisin AND Chronic Kidney Disease AND Physical Exercise AND Neurologic Disease". Após a triagem de 26 artigos, apenas três estudos em inglês foram elegíveis e avaliados pela Tabela Delphi. Os estudos incluídos investigaram a correlação entre irisina e capacidade física em hemodiálise, o efeito de 12 semanas de treinamento de força nos níveis de irisina, e os efeitos de uma sessão aguda de exercício de força. Nenhum estudo diretamente associou a irisina a disfunções neurológicas na DRC, nem abordou o exercício aeróbio com análise de irisina. Os resultados indicaram que o treinamento de força crônico pode aumentar os níveis de irisina, contribuindo para melhorias funcionais e metabólicas, possivelmente via ativação da via AMPK, que estimula a produção dessa miocina. A irisina, capaz de atravessar a barreira hematoencefálica e com propriedades neuroprotetoras em modelos animais, sugere um papel importante na modulação da neuroinflamação. Contudo, a escassez de pesquisas, especialmente sobre o exercício aeróbio, irisina e complicações neurológicas, limita conclusões abrangentes. As fragilidades metodológicas dos estudos analisados, como a falta de randomização e cegamento, reforçam a necessidade urgente de ensaios clínicos randomizados e controlados, além de estudos longitudinais. Futuras investigações devem focar na elucidação dos efeitos do exercício aeróbio e na relação direta da irisina com a saúde neurológica em pacientes com DRC, visando estratégias terapêuticas inovadoras e melhorias sustentáveis na qualidade de vida.
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