CONSUMO DE OXIGÊNIO NA NATAÇÃO: DIFERENTES METODOLOGIAS E POSSIBILIDADES DE APLICAÇÃO

Autores

  • Flávio Antônio de Souza Castro Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Marcos Franken Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Ricardo Peterson Silveira Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Carlos Bolli Mota Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.18511/rbcm.v18i3.1633

Resumo

Algumas metodologias têm sido desenvolvidas a fim de permitir a mensuração do consumo de oxigênio (VO2) em condições mais próximas à realidade do atleta de natação. Dentre essas, podem ser citadas a utilização do swim flume, tethered swimming, retro-extrapolação a partir da recuperação, ergômetro de braço e perna e natação com coleta durante o nado. O objetivo deste estudo é abordar diferentes metodologias para obtenção de valores de VO2 na natação, ressaltando alguns dos principais estudos realizados nesta área até então. As palavras-chave utilizadas para procura dos estudos foram: oxygen consumption, swimming, training, nas bases Scopus, Capes, Lilacs, Springerlink e Scielo. Demonstrou-se que não existem diferenças na obtenção do VO2 entre os métodos de retro-extrapolação a partir da recuperação, natação livre, swimming-flume, tethered-swimming e ergômetro de braço. Mesmo assim, é extramamente difícil uma estimativa válida para os valores de VO2 em natação. No entanto, considerando a determinação do VO2 em natação livre via equipamento com coleta breath-by-breath, possivelmente o método mais adequado seja este, contudo o arrasto produzido pelo equipamento precisa ser melhor investigado.

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Biografia do Autor

Flávio Antônio de Souza Castro, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutor em Ciências do Movimento Humano pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2007), com tese sobre Indicadores de Desempenho em Natação. Mestre pela mesma Universidade (2002), na área da biomecânica da natação. Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em disciplinas na área da natação; Professor Permanente e Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano - Mestrado e Doutorado - da mesma instituição, ministrando a Disciplina de Métodos Quantitativos. Diretor do Laboratório de Pesquisa do Exercício (LAPEX) da Escola de Educação Física. Ênfase de atuação em natação, principalmente nos seguintes temas: treinamento, biomecânica e fisiologia do exercício. É revisor "ad hoc" do Scandinavian Journal of Medicine and Science in Sports, Journal of Sports Sciences, Revista Motriz, Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano e da Revista Brasileira de Ciências do Esporte. Membro do Comitê Científico do XI Biomechanics and Medicine in Swimming, Oslo 2010.

Marcos Franken, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

possui graduação em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (2007) e especialização em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2009). Atualmente, é aluno de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano (PPGCMH) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É professor colaborador da Academia Raia Center. É participante do Grupo de Pesquisa em Esportes Aquáticos (GPEA), do Grupo de Pesquisa em Biomecânica e Cinesiologia (GPBiC) e pesquisador voluntário do Laboratório de Pesquisa do Exercício (UFRGS). É revisor do periódico International Journal of Sports Medicine. É membro da International Society of Biomechanics (ISB). Foi treinador de atletas de natação a nível competitivo estadual e nacional. Têm experiência na área de Educação Física, com ênfase Fisiologia do Exercício, Biomecânica e Treinamento Esportivo, atuando principalmente nos seguintes temas: esforço percebido, triptofano, prolactina, velocidade crítica, fadiga, parâmetros cinemáticos na natação.

Ricardo Peterson Silveira, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Membro da International Society of Biomechanics (ISB). Graduado em Educação Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente é estudante do curso de mestrado em Ciências do Movimento Humano da mesma universidade. Membro do Grupo de Pesquisa em Biomecânica e Cinesiologia (GPBiC) e Grupo de Pesquisa em Esportes Aquáticos (GPEA), realiza atividades de extensão e iniciação científica nas áreas de Biomecânica, Fisiologia e Treinamento aplicados à natação. Como voluntário, durante a graduação, exerceu função de Auxiliar Técnico na Equipe de Natação do Centro Universitário Metodista IPA. Já atuou na preparação de atletas de nível nacional e internacional.

Carlos Bolli Mota, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

possui graduação em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal de Santa Maria (1981), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Santa Maria (1991) e doutorado em Ciência do Movimento Humano pela Universidade Federal de Santa Maria (1999). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal de Santa Maria. Tem experiência na área de Educação Física, com ênfase em Biomecânica, atuando principalmente nos seguintes temas: locomoção humana, ciclismo, atletismo e instrumentação.

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Publicado

2011-01-21

Edição

Seção

Artigo de Revisão